Leandro Narloch, feitor de escravos e coach do movimento negro - Jornal Plural
29 set 2021 - 21h57

Leandro Narloch, feitor de escravos e coach do movimento negro

Colunista da Folha agora insinua que negros escravizados não prosperavam por pura falta de vontade

Dizem que foi Pedro Malan quem falou que no Brasil até o passado é incerto. Pode não ter sido, o que só dá mais razão à frase e a seu possível autor. Fato é que nas guerras culturais que vivemos, há todo um esforço para dizer que o passado não foi como foi, que tudo que sabemos sobre o mundo está errado. Ninguém faz isso de maneira mais vil do que Olavo de Carvalho, mas ele não está sozinho.

Conheci Leandro Narloch antes de ele ser quem é hoje. Na época, parecia só mais um aluno de comunicação na UFPR: inteligente, brincalhão e com um jeito de quem passava as tardes na indolência. Cometi o erro de ser condescendente com ele em seu primeiro livro, um manual da história do Brasil de um ponto de vista “politicamente incorreto”. Achei que teria o mesmo peso das brincadeiras que fazíamos na cantina da faculdade e escrevi um texto até dando uma força, que foi parar na quarta capa do livro (tomara que não esteja mais lá, morro de vergonha).

Mas aquilo não era uma brincadeira. E a série de livros politicamente incorretos teve um impacto considerável nas guerras culturais. As bobagens que o Leandro enumerava, que seriam inócuas na cantina da Santos Andrade, hoje são usadas por gente como Jair Bolsonaro em seus discursos e nas justificativas de suas barbáries.

Nesta semana, Leandro cometeu mais uma de suas barbaridades na Folha de S.Paulo, um jornal que perde um pouco de prestígio a cada coluna dele. Na vontade de aumentar sua pilha de bitcoins, Narloch, insiste em ser um enfant terrible mesmo depois dos 40. Mas seu alvo, ao contrário do crítico corajoso, nunca é alguém com poder. Ele gosta é de bater nos pobres, nos ferrados, nos miseráveis que a vida já deixou no chão. Trata-se, afinal, de um covarde.

Ele já perdeu um emprego por falar algo profundamente homofóbico. Mas não aprendeu porque não lhe interessa aprender. A coluna desta semana é sobre um dos temas prediletos de Leandro: o escravo. Narloch chicoteia o escravo morto, do século 19, mas com a declarada intenção de fustigar o negro de hoje.

Pouco importa a Leandro a realidade. Ele não está nem aí para o que diz, na verdade, desde que cole com o público branco que acende charutos cubanos com notas de euro. Os pretos são maioria nas favelas, são vítimas ainda hoje de preconceitos, morrem e apanham nas mãos da PM, ganham menos e trabalham mais? Dane-se. Ele quer é se aproveitar dessa gente para comprar mais um apê em Sampa.

A maldade dessa vez é a seguinte: baseado num livro de Antônio Risério, ele ressalta a vida das sinhás pretas no século 19, que prosperaram não só a ponto de comprar sua alforria como também chegaram a comprar seus próprios escravos. Diz Leandro, sempre embasbacado com a riqueza, esse eterno eleitor de Amoêdos: deixavam joias em seus testamentos.

Para alguém que só se interessa por dinheiro, esse é o padrão de tudo. Houve negras que enriqueceram. Sendo assim, a escravidão talvez não tenha sido tão má. Parece patético? E é, evidente. Parece que estou exagerando? Mas não.

Leandro diz que os historiadores (esses fantasmas que neuróticos e espertalhões gostam de ver como subversivos) são uns desinformados, meros militantes que criam um falso esquema dualista dividindo o mundo em oprimidos e opressores. Algo que não encontra amparo na realidade. Sério.

Numa sociedade escravocrata, diz ele, não há dualismo. Esse lance de senhores e escravos, poxa, não criava uma divisão tão funda assim. Quem diz isso são maniqueístas, são esses comunistas das universidades.

No passado que Leandro quer criar, os negros podiam prosperar sim. Se houve as sinhás negras, essa divisão só pode ser falsa. Os outros negros decerto não prosperaram porque… Bom, cada um complete a frase como quiser. Mas é o que está implícito no raciocínio.

Zombar da escravidão é parte da origem da riqueza de Leandro. Ele gosta de achar exemplos de negros que venderam negros; de negros que compraram negros; e Deus nos proteja para que ele não ache um indício, ainda que falso, de um negro que manteve um branco como escravo.

A ideia é pegar a exceção, o bizarro, ou aquilo que é passível de distorção, para mostrar que o mundo não foi tão cruel assim. No passado de Leandro, ninguém sofreu: nem negros, nem mulheres, nem ninguém. No mundo dos Narlochs e Amoêdos, só quem sofre são os empreendedores e o pessoal do politicamente correto.

Leandro, o jovem da UFPR, se tornou um feitor profissional de escravos mortos. Mais do que isso: branco de olhos claros, filho da classe média que nunca sofreu um mililitro de preconceito, quer ser coach do movimento negro. Mandou um discurso motivacional para os ativistas: eles devem evitar ficar falando tanto assim de sofrimento (que coisa mais deprê, hein?) e que passem a falar do exemplo dos escravos que foram protagonistas de seu destino.

Escravos que foram protagonistas de seu destino. Oxímoro? Dane-se. Vai render likes e uma grana para investir em uns empreendedores brancos na Faria Lima.

A chibata de Narloch é antiga. Vibra nas costas dos negros há séculos. Mas está disfarçada de algo Novo. Pois assim gira o mundo, sempre com algum esperto para tirar vantagem da situação.

Leandro é filho de brancos; eu sou descendente de negros. No nosso caso ele tem razão: não havia obstáculos para que nenhum de nós prosperasse. Ele ficou rico por uma diferença apenas – topou pegar na mão a chibata e bater ainda mais sobre os lanhos que já estavam abertos.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

66 comentários sobre “Leandro Narloch, feitor de escravos e coach do movimento negro

  1. Rogério, esse Leandro é um restolho da caca do que existe de pior na sociedade, reaça e estúpido. Pretenso intelectual com uma bagagem rastaquera e referências desprezíveis, é um subproduto da atual onda nefasta que emergiu dos esgotos alimentados pela escrotidão direitista. Lamento que tenha sido teu colega de UFPR. Ele não aproveitou nada.

  2. Galindo, você é bizarro!

    Todos que pensam diferente de você: estão errados, são “impuros” do seu julgamento!

    Cria vergonha na cara: primeiro a Gazeta do Povo não presta, agora a Folha!

    Nada presta se não é algo que você concorde!

    Seja verdadeiro: você defende a UFPR, por talvez, quiça, receber honorários do Grande Ricardo I (primeiro).

    Serás – sempre – um verdadeiro vivente da história, nunca (repito: NUNCA) um protagonista, porque você é mediano, fraco, e tenta se sobressair através de um grande www.

    Um abraço

    1. “pensar diferente” em relação a fatos históricos é incoerência. Creio que pelo discernimento, conhecimento e leituras do autor suas palavras não refletem, nem representam, absolutamente NADA! Repito: NADA!!

  3. Desculpe, mas se eu não o conhecesse, diria que você está com inveja do sucesso alheio. Espero que eu esteja errado, mas lendo o texto é o que parece.

    1. Típica falta de argumentos, de alguém que, como o criticado, é rasteiro em seus comentários e sua postura, alguem que acredita na meritocracia como um valor em si e que justifica até um sucesso baseado na mentira e na exploração de um curral.

  4. Perfeito Rogério Galindo . Ótimo texto . É preciso e urgente que as pessoas conheçam melhor este “senhor” , mais um fruto do mal que prolifera infelizmente no nosso país. Lamentável que encontremos a cada dia novos personagens como estes diogos mainardis e alexandres garcias que ainda encontram espaço para publicar suas taras e fazer ecoar o fel do preconceito e do racismo nas mídias sociais e nos péssimos exemplos de jornalecos que ainda sobrevivem . #pramercer

    1. Típica falta de argumentos, de alguém que, como o criticado, é rasteiro em seus comentários e sua postura, alguem que acredita na meritocracia como um valor em si e que justifica até um sucesso baseado na mentira e na exploração de um curral.

  5. No seu livro “O vendedor de passados” José Eduardo Agualusa criou um personagem sair vivia de formular e vender passados convenientes para quem quisesse e/ou precisasse de livrar de sua própria história pretérita ou quem simplesmente quisesse um passado mais heróico ou glamouroso.
    Leandro Narloch aperfeiçoou esse ofício, oferecendo seus préstimos a uma classe dominante que deseja dourar a pílula de sei passado escravocrata.

  6. Grande texto… Há muito fiz uma fogueira com o primeiro livro do Narloch. Passado esse hiato de trevas, por certo ele e outros capangas e jagunços voltarão ao lixo…

  7. É ótimo ler alguém descrevendo Narloch como deve. Uma curiosidade. Qual o critério para de escolher entre as palavras pretos e negros num artigo? Ainda sobre a escolha das palavras, penso que a palavra escravo jamais deveria ser usada, não é condição natural da pessoa, ela foi escravizada, esse é o substantivo

  8. Por que incluir o Novo na história? Por mais elitista que seja sua cúpula ou grupo de fundadores, o partido tem dado contínuos exemplos de respeito ao dinheiro público e, portanto, de respeito ao cidadão. A insistência em mencionar Amoêdo e o Novo, a meu ver, desviam o foco do texto, de um historiador que tenta lacrar ao se aproveitar das exceções da história para o menosprezo a um partido que vem trazendo um senso de lisura e seriedade para a política.
    Vale, como sugestão, analisar se o Novo vem sendo elitista em seus votos e suas ações em câmaras de vereadores, no Congresso Nacional e no Governo de Minas. Esta análise seria muito bem-vinda. Do contrário, com todo o respeito, este tipo de colocação soa como mimimi ou desqualificação leviana, o que não combina com a qualidade intelectual deste jornal.

    1. Pô, tem quem acredite em NOVO e Amôedo!!! Votam com o BOZO e se acham NOVO????? Veja os votos dos Deputados Federais. Todos, todos a favor do GENOCIDA. Isso é NOVO mesmo!!!!

  9. Li indignada aquela coluna, mas sem forças, dada as inúmeras frentes de batalha”, para acompanhar as “cartas” dos leitores.
    Seu posicionamento é um sopro de decência a esta voz inominável deste que se diz jornalista. Obrigada por responder a ele também por muitos de nós.
    Como professora, nem sempre nos orgulhamos daqueles que passam por nós.

  10. Adorei teu editorial, nunca li nada deste jornalista citado, mas com razão temos que rechaçar este comportamento que inferioriza e discrimina pessoas de cor, ou os mais pobres, tentar minimizar os horrores da escravidão é no mínimo injusto para tantas pessoas que sofreram, parabéns não podemos deixar passar este tipo de comportamento, para a melhoria de nossa sociedade, abraço.

  11. Nada mais ridículo que a pretensão desse moleque em querer refutar a historiografia. Mas pretensão é água benta cada um toma o quanto aguenta…

  12. Nada mais ridículo que esse moleque, ao pretender, do alto de sua sapiência, aniquilar toda a historiografia. Mas pretensão e água benta cada um toma o quanto aguenta…

  13. Infelizmente o Brasil e a “nossa querida Curitiba” está cheia de Narlochs e outros loquis. O triste é saber que tem gente que lê um canalha desse. O saudoso Umberto Eco anteviu a ascensão desse fenômeno, pois hoje se diz e se escreve qualquer coisa. Não há método e mediação em nada. Parabéns ao articulista pela abordagem. Felizmente temos o Plural.

  14. Infelizmente mais um representante da política de destruição. Como Humberto Eco nos ensina: é mais fácil odiar do que amar. O discurso do ódio passou a ser a maior arma para a manutenção de uma sociedade ainda escravocrata – vide o livro Guia Politicamente Incorreta da História do Brasil – que não passa de um discurso superficial de ódio, com a finalidade de justificar os horrores cometidos por uma elite branca, ignorante, negligente, irresponsável e apática que construiu essa nação. Triste

  15. E a Folha de São Paulo mostrando o Seu verdadeiro interesse dando visibilidade a um antijornista. Empresa com muito Interesse “econômico e político. Folha sempre em cima do muro com a desculpa da imparcialidade jornalística que é um Mito”.

  16. CARO ROGÉRIO GALINDO: fiquei emocionado com a precisão, contundência e, de verdade, elegância do seu texto. Você é gigante!!

    “DesMITIficou” esse infeliz oportunista Narloch, um sujeito cruel, gigolô do politicamente incorreto e, no fundo da alma asquerosa dele, um verdadeiro desfazedor da humanidade, como certa feita disse o sociólogo Betinho. Ele é o retrato de parte dos curitibocas que infelicitam e envergonham a cidade onde nasci.

    Vou compartilhar até onde puder.

    Parabéns

  17. Que texto importante este seu, Galindo! Parabéns por sempre perceber e escancarar o que há de podre em discursos que se auto intitulam de “inovadores”. É triste ver que a universidade não foi capaz de interferir no desenvolvimento intelectual de Narlocks, que, infelizmente, continuar a se reproduzir em todas as áreas do conhecimento.

  18. Que texto importante este seu, Galindo! Parabéns por sempre perceber e escancarar o que há de podre em discursos que se auto intitulam de “inovadores”. É triste ver que a universidade não foi capaz de interferir no desenvolvimento intelectual de Narlocks, que, infelizmente, continuam a se reproduzir em todas as áreas do conhecimento.

  19. A BRIGALHADA AO LARGO DAS “SINHÁS”
    Um colunista da “Folha de S. Paulo”, Leandro Narloch, escreveu uma resenha (simpática, mas muito superficial) sobre AS SINHÁS PRETAS DA BAHIA: SUAS ESCRAVAS, SUAS JOIAS, meu livro mais recente, lançado pela editora Topbooks, do Rio de Janeiro. De passagem, deu uma leve cutucada na militância neonegra.
    Resultado: meteram o cacete no colunista, pedindo sua cabeça, exigindo que ele seja demitido do jornal. Já estamos ficando cansados de ver isso: é o macartismo identitário em ação – no caso, com suas milícias racialistas. Até a historiadora Lilia Beyoncée Schwarcz, expoente uspiana da “história penitencial” no país, entrou na dança…
    Nessa brigalhada, o fogo todo se concentra no ataque ao colunista da “Folha”. Evita-se o livro, talvez porque ele tenha entrado em cena sem a máscara e sem o álcool em gel da atual voga político-ideológica. Evitam-se os dados e os argumentos que ele traz – e que, por isso mesmo, ficam sem resposta. O negócio é bater no colunista que o elogiou… mas silenciar sobre ele mesmo.
    Que, entre outras coisas, lembra que Marcelina Obatossí – primeira mãe de santo da Casa Branca, ex-escrava de Iyá Nassô, fundadora do célebre terreiro da Barroquinha – tinha quase uma vintena de escravos, diversas casas, muitas joias. Como escravos e joias tinha Otampê Ojaró, a neta do rei Akebioru, que criou na Bahia o terreiro do Alaketu. E escravaria e joias possuíam Maria Júlia e Francisco Nazareth, responsáveis pela implantação do terreiro do Gantois.
    Em suma, um livro que mostra a diversidade concreta dos arranjos possíveis numa sociedade escravista – e acompanha o processo de formação de uma elite socioeconômica negra que, toda ela escravista, criou o venerado e venerável candomblé jeje-nagô do Brasil.
    Mas, sobre isso, ninguém quer falar…
    [Texto de Antonio Risério]

  20. Seu texto retrata muito bem esse representante da desumanidade que vivenciamos… Desolador que haja uma horda de iguais a ele, a desmontarem valores tão caros a qualquer sociedade que preza a solidariedade, a justiça e retira de sua história as lições para um melhor convívio.

  21. Fiz apenas uma leitura do seu texto, mas infelizmente nossa realidade é essa, uma negação da nossa história, vivemos com a total falta de consciência de classe que não tenho mais esperança em dias melhores.
    Sou professora da educação infantil vejo esses padrões nas crianças, de machismo, preconceito e racismo, as crianças repete tudo que ver e vive, me preocupo mais ainda porque seus pais e familiares são jovens, aí me pergunto o que estamos fazendo na educação desses jovens em nossas aulas de história?

  22. Ele está usando exatamente o que pode para chamar a atenção, quando a sua ação for criminosa o negócio é colocá-lo na cadeia

  23. E a História de sofrimento , desigualdades e preconceito que se oeroetus na mente e pelas mãos desses neoignorantes .

  24. Obrigada.
    Os bueiros seguem abertos, eles venceram e o sinal está fechado pra nós.
    Espero ver a bastilha cair, o morro descer e tipos como esse, terem na lei do retorno, seu troco.

  25. Mesmo que não tivesse lido o texto que não conhecesse este tal de NARLOCH,e não conhecia mesmo até então,mas simplesmente mirando sua figura tosca,branca e com cara de nazista ,ainda assim saberia que trata de um jornalista desprezível!!

  26. Esse cidadão de bem é mais uma figura nefasta que faz com que os brasileiros pensem que Curitiba só produz moros, ratos, dallagnois, durskis, helenos e que tais. Curitiba é melhor que isso aí. Triste figura recalcada…

  27. Perfeito seu texto!
    Me desespero vendo o buraco em que o Brasil chegou, ao ponto desse imbecil ser levado a sério!😞

  28. Muito bom seu texto. Esses tipinhos “Narloch” são tão desprezíveis justamente por usarem de ardis para construírem suas narrativas absurdas. E para a nossa desgraça, numa era de extrema direita como a atual, proliferam esses tipos ardilosos, alpinistas sociais, aproveitadores, dissimulados, cínicos, ou seja, o que há de pior na sociedade.

  29. Eu achei o texto bastante interessante, mas confesso que não contive o riso quando: “A chibata de Narloch é antiga. Vibra nas costas dos negros há séculos. Mas está disfarçada de algo Novo.”

  30. Galindo sua análise é perspicaz e Narloch não me foi necessário lê-lo para saber que o título de: ” feitor de escravos”, lhe veste mto bem…
    Já Kataguiri e Camargo(exceções no universo Negro ), tbm poderiam assumir o sobrenome: Bolsonaro, como o fizera para se eleger; o dep. federal do; “Baixo Clero; Hélio Negão Bolsonaro…
    Aí o que chamo de: Capatazes, Capangas e Capitães do Mato contemporâneos, tbm lhe serviria bem .

  31. Como é que pode? O cara estudou e se formou na federal, como é que ele tem coragem de pensar e escrever assim? Onde é que nós falhamos, cumpanhêro?

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