O plenário da Câmara Municipal de Curitiba decidirá na sessão da próxima segunda-feira (2) se admite ou não a denúncia feita contra a vereadora Professora Angela (PSOL). A acusação, feita por dois outros vereadores, é de que, ao realizar uma audiência pública sobre redução de danos para dependentes químicos, Angela teria incorrido no crime de "apologia às drogas".
O Corregedor da Câmara, vereador Sidnei Toaldo (PRD), que inclusive criticou publicamente a vereadora no plenário pela realização da audiência pública, ficou responsável por analisar as denúncias. Agora, como Toaldo diz ter encontrado indícios que poderiam inclusive levar à cassação do mandato da vereadora, o plenário decidirá qual o caminho a ser tomado.
O presidente da Câmara, vereador Tico Kuzma (PSD), pautou a votação sobre o tema para a segunda-feira. Há pressão da maioria da Câmara, formada quase integralmente por representantes conservadores, para que Angela seja punida. O caso, depois da avaliação do plenário, será analisado pelo Conselho de Ética.
Na audiência pública sobre redução de danos, Angela apresentou um panfleto com medidas que podem ajudar usuários de drogas e dependentes químicos a minimizar os danos causados à saúde pelo consumo de drogas ilícitas. Políticas de redução de danos são comuns e defendidas por todas as instituições internacionais e nacionais de saúde, inclusive a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Professora Angela é a única vereadora eleita pelo PSOL e uma das cinco representantes da oposição, numa Câmara de 38 vereadores. Eleita em 2024, a vereadora está em seu primeiro ano de mandato.