A presença de mulheres na política paranaense vinha aumentando a cada eleição — sobretudo na Assembleia. Em 2026, porém, com as mulheres formando 35% das candidaturas a deputado no estado, a bancada feminina ficou em torno de 9 cadeiras na Alep e 4 na Câmara — ou seja, estacionou (e pode até recuar um pouco na Assembleia) em vez de seguir subindo. Veja os números.
> *Resultado final: apuração do TSE com 100% das urnas apuradas.
Na Assembleia Legislativa (54 cadeiras)
A bancada feminina na Alep havia triplicado em uma década, mas parou de crescer em 2026:
foram 3 deputadas em 2014 (5,6%), 4 em 2018 (7,4%) e 10 em 2022 (18,5%); em 2026, cerca de 9 deputadas (17%) — na prática, estável ante 2022.
Na Câmara dos Deputados (30 cadeiras do PR)
Na bancada federal, o avanço foi menos linear — cresceu até 2018 e recuou em 2022:
foram 2 deputadas em 2014 (6,7%), 5 em 2018 (16,7%) e 4 em 2022 (13,3%); em 2026, cerca de 4 deputadas (13%) — estável.
Candidaturas x cadeiras
Em 2026, as mulheres foram 35% das candidaturas tanto a deputado estadual (216 de 617) quanto a deputado federal (150 de 428) no Paraná — acima do mínimo legal de 30%. Mas essa fatia não se traduziu em cadeiras: elas ficaram com cerca de 17% das vagas na Alep e 13% na Câmara. É a distância entre concorrer e vencer: um terço das candidaturas, menos de um quinto das cadeiras.
Quem são as eleitas
Na Câmara (4): Ana Júlia (PT), Rosangela Moro (PL), Leandre (PSD) e Carol Dartora (PT).
Na Assembleia (9): Yasmin Hachem (PT), Mabel Canto (PP), Lu Bonatto (Pode), Maria Victoria (PP), Delegada Tathiana Guzella (PL), Miss Preta (PT), Flávia Francischini (PL), Fabiana Parro (Pode) e Jessicão (PL).
Como apuramos esta reportagem
O histórico de bancadas vem do cruzamento, feito pela Plural, entre os eleitos e o perfil de gênero declarado ao TSE em cada eleição (2014-2022); os números de 2026 são da apuração oficial e das candidaturas registradas. Reportagem atualizada conforme a totalização.