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App de Táxi de Curitiba fracassa e é tirado do ar "na surdina"

Apresentado como salvação do setor diante dos aplicativos de corrida, app da URBS não atraiu nem metade dos motoristas cadastrados na época

App de Táxi de Curitiba fracassa e é tirado do ar "na surdina"
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Lançado com pompa e circunstância em 2019, o aplicativo de táxi URBS Táxi Curitiba, que deveria modernizar a atuação da frota de táxi da cidade, foi silenciosamente tirado do ar depois de fracassar em atrair usuários. Segundo dados da plataforma Google Play, que publica aplicativos para celulares com o Sistema Operacional Android, desde que foi lançado o app registrou cerca de 5 mil instalações de clientes e cerca de mil de motoristas, muito abaixo dos mais de 3 mil motoristas que a prefeitura de Curitiba previa atrair.

Em anúncio que incluiu outras medidas, como o parcelamento da outorga em dez vezes e a isenção de taxa de outorga para táxis elétricos, Greca apresentou o app como a resposta definitiva ao desafio que o setor enfrentava frente aos aplicativos. "Hoje cumprimos o prometido e levamos a modernidade para o setor, para que os motoristas entrem em condição de igualdade na era da economia disruptiva dos aplicativos”, afirmou Greca em comunicado no site da prefeitura.

Avaliação de usuários do aplicativo para taxistas na Google Play.

A meta, anunciada na ocasião, era cadastrar 3,8 mil motoristas de táxi da cidade e ofertar descontos de 40% sobre a tarifa. “Trata-se de mais uma opção para o passageiro, que poderá ter à disposição uma nova alternativa. Os taxistas, por sua vez, ganharão competitividade no mercado, com opções de descontos que devem garantir um volume maior de corridas. A Urbs poderá gerenciar esse serviço, orientando para os taxistas, por exemplo, para locais de maior demanda, como shows e eventos”, disse na ocasião o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

O aplicativo foi desenvolvido pela Infosist Sistemas de Informação, que venceu um edital aberto pela URBS em 2018. Se tivesse funcionado, a empresa seria remunerada com 1,89% das operações realizadas pelo app. A previsão de receita para a Infosist, prevista em contrato, era de R$ 27 milhões nos 60 meses de vigência do acordo.

Três anos depois, o app desapareceu da loja de aplicativos da Apple e está sem atualização desde 2020 na Google Play, onde tem avaliação dos usuários nota 2 de uma escala que vai de 0 a 5. O aplicativo para taxistas tem nota um pouco melhor: 3,3, mas uma série de reclamações de usuários sobre a usabilidade e os recursos.

O fim do app, ao contrário do lançamento, não foi anunciado nos sites da prefeitura.

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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