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156: confira as principais reclamações sobre banheiros públicos em Curitiba

156: confira as principais reclamações sobre banheiros públicos em Curitiba
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Enquanto a Câmara de Curitiba se ocupa do problema inexistente dos banheiros unissex, a população da capital reclama de outras dificuldades em sanitários de escolas, unidades de saúde e espaços públicos. Um levantamento do Plural de mais de 375 mil registros de reclamações, solicitações e elogios junto ao serviço 156 da Prefeitura de Curitiba de setembro de 2021 a agosto de 2022 encontrou apenas um registro que cita uso compartilhado de banheiros, em um Centro de Educação Infantil conveniado.

A reclamação é sobre falha na conduta das profissionais responsáveis pelas crianças: “Reclama das condutas da professora da turma de seu filho de três anos. (…) Relata que as crianças fazem xixi umas na frente das outras gerando perguntas do tipo: “porque menino tem pipi e menina não?”. Acrescenta ainda que seu filho vem para casa com os pares de tênis trocados, o direito no esquerdo e vice-versa”.

A pesquisa do Plural entre os registros do 156 revelou outros problemas com banheiros em escolas e espaços públicos do município. No total, foram encontradas 679 reclamações e solicitações referentes a banheiros, 29 sobre escolas e centros de educação infantil.

Entre os assuntos mais recorrentes estão reclamações sobre a presença de pessoas em situação de rua em banheiros públicos (65 casos), falta de higiene e limpeza (54 registros) e presença de morcegos (29). “Informa ainda que a pessoa que entrou sem máscara é um morador de rua, que utilizou o banheiro feminino para tomar banho e ninguém falou nada”, relata uma reclamação a respeito de uma Unidade de Saúde.

Em outras reclamações, os autores relatam falta de material de higiene e limpeza. “Reclama da falta de higiene da Unidade de Pronto Atendimento Boa Vista. Informa que esteve no local e que os banheiros estavam sem papel higiênico, havia papel molhado em cima das pias e o chão estava sujo”, registra um cidadão. “Reclama do local devido a não ter materiais de higiene e limpeza como papel higiênico, sabonete, álcool gel nos banheiros”, diz outro registro.

No caso do Centros de Educação Infantil, as reclamações são variações de um mesmo tema: falta de água nas unidades, falta de material de limpeza e higiene e recusa das profissionais em levar as crianças ao banheiro, levando crianças a urinar e defecar na roupa.

Em um registro, uma pessoa conta o que teria acontecido com o filho em uma escola conveniada: “Relata que seu filho tem três anos em várias ocasiões foi colocado de castigo, no fundo da sala, fora da sala ou em outras turmas. Cita que a criança está desenvolvendo problemas psicológicos e psicossomatizando doenças e com dificuldades em segurar a urina, mesmo sendo desfraldado há bastante tempo. Informa que em uma ocasião a criança ficou o dia todo com as roupas molhadas de urina e ao ser questionado pela mãe o porque não pediu para ir ao banheiro ou porque não contou para a professora que havia feito xixi nas calças, o mesmo respondeu que a professora ia brigar e dar castigo.Informa ainda que já conversou diversas vezes com a diretora da escola, com a pedagoga, mas nada mudou”.

Outra reclamação fala em falta de chuveiro para higienizar uma criança: “Informa que ontem a diretora foi até a sua casa para informar que ela deveria dar banho na criança que havia feito as necessidades na escola, porque estavam sem chuveiro. Relata que quando chegou buscar seu filho ele não estava sujo. Ressalta que seu filho pediu para ir no banheiro, tirou a calça no parque onde eles estavam , e fez coco, pede que seja verificado porque levou roupa e a diretora disse que não poderia ficar com ele, porque estavam chuveiro”.

Em outra reclamação, o problema é a falta de profissionais para atender as crianças: “Reclama que no cmei (…) está com falta de professores. Informa que as crianças tem que ir sozinhas ao banheiro. Salienta que são crianças menores de três anos que precisam de acompanhamento nesses casos”. Outro registro aponta que o CME “está sem professora de apoio, e que só a professora não consegue atender a turma de alunos. Relata que os alunos necessitam a profissional de apoio para ir ao banheiro, durante as aulas e no recreio”.

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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