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Voluntários fazem vaquinha e constroem fossas em favela queimada em atentado

Escrito por Michel Urânia
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Um grupo de voluntários deu início a uma vaquinha para instalar 30 fossas sépticas para famílias da comunidade 29 de Março, na periferia de Curitiba. Grande parte das casas da região foi destruída por um incêndio criminoso em dezembro.

Vários grupos se organizaram na reconstrução do local, como a ONG Teto que já levantou mais de 30 residências. O novo projeto, intitulado Tratando Vidas, corre contra o tempo para alcançar os R$ 15 mil necessários até o dia 25 de abril, prazo estipulado inicialmente.

Um dia após o incêndio, a consultora de gestão e auditora Denise Campos, moradora das imediações, foi até a comunidade para auxiliar com o que pudesse. Além da destruição generalizada, ficou impressionada com as precárias estruturas de saneamento básico, principalmente com as conhecidas “fossas negras”.

Nesse tipo de fossa, todo resíduo  sanitário da residência é despejado num buraco comum, trazendo riscos de contaminação do lençol freático, transbordamento e até mesmo causando acidentes com pessoas e animais domésticos, “além da situação indigna das famílias ao conviver com os dejetos aparentes em seu próprio quintal”, comentou Denise.

Ela então contatou Tamiris Xavier, analista de riscos, e Felipe do Valle, engenheiro ambiental, e assim começou o grupo Tratando Vidas. Unidos às lideranças da comunidade e organizações empenhadas na reconstrução do espaço, eles idealizaram o projeto que visa  prover o tratamento básico de esgoto para as casas da comunidade.

Trabalho voluntário já instalou 12 fossas na comunidade. Foto: Divulgação.

Doze fossas sépticas já foram instaladas e beneficiam 15 famílias. Agora, o objetivo é expandir a iniciativa com o financiamento coletivo.

O grupo explica que além de o saneamento básico ser um direito previsto na Constituição Federal, é importante também para  “reduzir o risco de doenças decorrentes do contato de humanos e animais com o esgoto doméstico, além de fazer com que a água descartada chegue ao solo e mananciais com potencial ínfimo de poluição”.

O financiamento coletivo custeará apenas os materiais, como tambores, tubos e materiais acessórios (cola, selante, areia e pedra). As ferramentas utilizadas são próprias dos idealizadores e a instalação é feita por eles mesmos com ajuda de voluntários e moradores da comunidade. O único custo de serviço previsto é o da abertura do buraco da fossa, um trabalho pesado e cansativo.

Quer saber mais sobre a iniciativa e doar? Clique aqui ou acesse o link no final do texto.

ONDE DOAR?

https://benfeitoria.com/fossas29demarco

COMO ACOMPANHAR O PROJETO?
Pela página do Facebook do Tratando Vidas
https://www.facebook.com/projetotratandovidas/

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Sobre o autor

Michel Urânia

Jornalista, radialista e integrante do Movimento Acredito no Paraná

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