A vereadora Giorgia Prates (PT) começou a circular na Câmara de Curitiba nesta segunda-feira (12) um requerimento de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no Instituto de Turismo da cidade. Para que a CPI seja instalada, serão necessárias assinaturas de 13 dos 38 vereadores.
O presidente do Instituto de Turismo, José Luiz Velloso, foi exonerado na semana passada pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) depois de vir à tona que ele tem uma condenação judicial por improbidade administrativa. Pimentel havia se comprometido na campanha de 2024 a não contratar pessoas com ficha suja.
O caso levou também a um desgaste na base do prefeito na Câmara. Uma das comissionadas do instituto teve um relacionamento com o vereador Eder Borges (PL) e também, foi exonerada depois de denúncias segundo as quais ela, embora citada no Executivo, trabalharia para o gabinete do vereador como assessora jurídica.
O vereador João Bettega (União) também teve uma exoneração coletiva de todos os seus assessores, ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), por ter se recusado a fazer a denúncia pública da condenação de Velloso. O MBL protocolou nesta segunda um pedido de cassação do vereador por prevaricação.
Na Câmara, a previsão é de que Giorgia terá dificuldades para conseguir as 13 assinaturas. Além dos três vereadores do PT, apenas quatro outros mandatos fazem hoje oposição ao prefeito Eduardo Pimentel.
Na sessão da Câmara desta segunda, o líder do prefeito na Câmara, vereador Serginho do Posto (PSD), disse que o prefeito agiu rapidamente ao saber da condenação de Velloso, fazendo sua exoneração.