A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a primeira instituição de ensino superior do Estado a adotar cotas para pessoas trans e travestis, segundo a vice-reitora Camila Fachin. As cotas foram aprovadas nesta semana pelo Conselho Universitário e, se houver tempo, podem ser aplicadas já no próximo vestibular.
Segundo o texto aprovado, 3% das vagas em cursos de graduação da UFPR serão destinadas para pessoas trans e travestis. O percentual foi definido por meio de levantamento do Núcleo de Concursos com base na utilização de nome social nos últimos processos.

“Existe um gargalo e a função das cotas é justamente diminuir as barreiras de acesso ao ensino superior para pessoas trans e travestis. Essa proposta foi construída pela gestão, junto com a comunidade acadêmica, mas também com a comunidade externa, com um trabalho importante e dedicado da professora Megg Rayara, nossa pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade”, destacou Fachin ao Plural.
Processo seletivo
Para evitar fraudes, a política de cotas para pessoas trans e travestis vai exigir documentação que comprovem a transição de gênero e, se for necessário, agendar entrevistas pessoais com as pessoas aprovadas no processo seletivo.
A banca avaliadora será formada por pessoas que passarão por curso de qualificação dado pela Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (PROAF) ou instituição que tenha chancela da UFPR.
Além das cotas nos cursos de graduação, a UFPR já havia adotado a política para a pós-graduação, assim como ocorre na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
