O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação da multinacional Syngenta na morte do agricultor sem terra Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno, em 21 de outubro de 2007. Uma empresa privada contratada pela empresa atuou como milícia armada, segundo a denúncia, durante um protesto em Santa Tereza do Oeste (PR). A multinacional também foi condenada pela tentativa de homicídio da agricultura Isabel Maria Cardin. Os pagamentos das indenizações por danos morais, materiais e estéticos foram feitos em fevereiro de 2026.
O ataque ocorreu durante uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina, com cerca de 200 pessoas. O objetivo era denunciar experimentos, ilegais com sementes modificadas, realizadas pela Syngenta em uma área de 123 hectares na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu — o plano de manejo proibia a manipulação genética a menos de 10 km da área. A Syngenta já havia sido autuada e multada pelo Ibama em R$ 1 milhão pelas irregularidades.
A milícia teria sido composto por cerca de 40 homens armados, entre eles agentes de uma empresa de segurança e pistoleiros. Keno e Isabel foram baleados sem chance de resistência. O camponês foi executado com tiros no peito e na perna. Isabel perdeu a visão de um olho e a mobilidade do braço. Ainda em 2007, a Justiça Federal confirmou que as pesquisas eram ilegais. Desde 2009, o local abriga o Centro de Pesquisas em Agroecologia Valmir Mota de Oliveira.