Desde as primeiras horas desta quinta-feira (30) trabalhadores do serviço público de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), estão em greve. A mobilização foi aprovada em assembleia por membros do Sindicato dos Servidores de Araucária (Sifar) e ocorre em um contexto de negociação salarial.
O balancete da adesão ainda não foi feito, mas houve protesto em frente à prefeitura nesta manhã. Segundo o Sifar, desde o início da campanha da data-base, o governo de Gustavo Botogoski (PSD) “assumiu posturas intransigentes, falta de diálogo e ações antissindicais”.
O sindicato afirma que acordos feitos em reuniões foram descumpridos, por isso, a greve foi deflagrada com três principais pautas: cobrança da dívida histórica e reajuste no vale-alimentação, melhoria de condições de trabalho e o retroativo do descongelamento das carreiras.
Dívida
Desde a pandemia, em diversos momentos, a Prefeitura de Araucária interrompeu o reajuste da inflação nos salários do serviço público, o que gerou uma dívida inflacionária de 4,84%.

Esse pagamento foi um dos compromissos que a atual gestão assumiu neste último mandato. Entretanto o pagamento da dívida não foi considerado na LOA, mesmo com o compromisso assumido em mesa de negociação.
Ademais, conforme o sindicato, o quadro de funcionários do município está com uma defasagem de 1.152 contratações, segundo o Portal de Transparência, o que agrava as condições de trabalho também por conta de problemas nas escalas de plantões.
