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Representação ucraniana de Curitiba fará ato alusivo aos três anos da guerra

O conflito causou deslocamento de mais de 6,5 milhões de ucranianos a outros países

Representação ucraniana de Curitiba fará ato alusivo aos três anos da guerra
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A comunidade ucraniana de Curitiba realizará uma manifestação pelo fim da guerra da Rússia e da Ucrânia neste sábado (22), às 16h, na Praça da Ucrânia. A mobilização tem o objetivo de visibilizar o conflito e solicitar um acordo de paz, além de demonstrar apoio aos refugiados da batalha.

O perfil oficial da Embaixada da Ucrânia no Brasil (Посольство України в Бразилії) divulgou o protesto, que também é apoiado pelo Consulado Honorário da Ucrânia no Paraná. Além disso, a Representação Central Ucraniano-Brasileira está envolvida na organização.

“[...] As crianças ucranianas merecem uma vida pacífica e a oportunidade de estudar. O mundo inteiro precisa de paz duradoura na Ucrânia e garantias de segurança confiáveis ​​para o povo ucraniano [...]”, diz um trecho da nota.

https://www.plural.jor.br/artigos/a-guerra-da-ucrania-e-o-prato-de-entrada-no-banquete-da-industria-de-armamentos/

O presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitório Sorotiuk, conversou com o Plural e falou sobre resistência ucraniana diante do conflito, que completa 3 anos no próximo dia 24. Para ele, é crucial que haja um tratado de paz e que a segurança da Ucrânia seja assegurada pelas entidades internacionais. “A paz para a Ucrânia não pode ser a paz dos cemitérios e nem a paz do agressor. [...] Os crimes de agressão, de guerra, contra a humanidade e o genocídio não podem ser transacionados, mas investigados e punidos”, disse Sorotiuk,

Três anos de guerra

Após 3 anos de guerra, que foi iniciada em 2022 e teve como estopim a negociação da entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que 36% da população ucraniana precisa de ajuda humanitária em 2025, o equivalente a 12,7 milhões de pessoas.

Além disso, milhões de refugiados lutam para sobreviver nos países do Leste Europeu e, de acordo com a Organização Internacional para Migrações (OIM), há diversos casos de abrigos e comunidades inadequados e superlotados, causando escassez de direitos básicos, como alimentação, higiene, saúde, educação e trabalho.

* Flávia Andrade, com supervisão, especial para o Plural.

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