A Prefeitura de Curitiba estima que o corte na alíquota de IPVA implementado pelo governo de Ratinho Jr. (PSD) vai custar R$ 400 milhões em 2026 aos cofres do município. Para impedir essa queda na arrecadação, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) estaria negociando com o Governo do Paraná uma transferência maior de ICMS a partir do ano que vem. No entanto, ainda não existe nenhuma confirmação de que isso vá ocorrer.
De acordo com o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi, que participou nesta segunda (29) de uma prestação de contas na Câmara de Curitiba, é necessário que se faça algum tipo de compensação que as cidades vão ter com a redução do IPVA. O governador Ratinho Jr., após sete anos de mandato, decidiu baixar a alíquota do imposto de 3,5% para 1,9% justamente meses antes de deixar o governo - ele deve se desincompatibilizar em abril para ser candidato à Presidência ou ao Senado.

"Temos uma previsão de queda em torno de R$ 400 milhões, pode ser um pouco menos. Claro que é impactante", disse o secretário aos vereadores nesta segunda. "Temos conversado com o Governo do Estado para ver qual vai ser a medida que vai ser adotada do ponto de vista de compensações. E por que não trabalhar na questão do ICMS, por exemplo?", disse o secretário.
Ratinho, ao anunciar o corte na alíquota, disse que não haveria perdas financeiras nem para o estado, nem para os municípios. Como a partir de agora o Paraná terá a menor alíquota do país, a ideia seria ter mais carros de outros estados sendo emplacados aqui, o que traria dinheiro novo para o estado.
Porém, os cálculos da Prefeitura de Curitiba são pouco otimistas quanto a isso. Hoje, a frota emplacada em Curitiba é de cerca de 1,8 milhão de veículos. Para que se compensasse a diminuição de alíquota, seria necessário ter 3,4 milhões de veículos pagantes na cidade - uma diferença de 1,6 milhões de veículos.