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Possibilidade de renovação de licença do aterro sanitário do CIC é suspensa pela Justiça

A juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, reconheceu indícios de danos ambientais graves

vista aérea aterro sanitário
Moradores das imediações do aterro foram despejados | Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
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A Justiça do Paraná suspendeu qualquer renovação da licença de operação do aterro sanitário Essencis, localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na capital. A decisão liminar, da juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, atendeu a pedido do Instituto Democracia Popular (IDP) em ação civil pública contra o município de Curitiba e a empresa Solví Essencis Ambiental S.A.

Na decisão, a juíza atendeu ao pedido do Instituto que apontou descumprimento do plano de encerramento das atividades — previsto para 2021 —, expansão sem novo estudo de impacto ambiental, licenciamento irregular e proximidade com áreas habitadas e recursos hídricos.

A licença atual vence em setembro de 2025 e tanto a prefeitura quando a Essencis podem apresentar defesa nos autos.

Entenda

Em setembro de 2024, o Instituto ajuizou a ação para suspender a concessão de licenças de operação pelo ente municipal à empresa. De acordo com o IDP, em junho deste ano, o grupo verificou a existência de nova solicitação de licença realizada junto à Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba, indicando que a empresa não pretendia cumprir com o prazo estabelecido para encerramento de suas atividades.

A decisão da suspensão foi dada em 6 de agosto de 2025, em caráter liminar, ou seja, significa que, até que se demonstre que o aterro está cumprindo o plano de encerramento, o município não poderá conceder novas prorrogações de licença.

A liminar retoma o histórico sobre manutenção das atividades do aterro, e se refere ao EIA-RIMA de expansão (2012) que não foi apresentado, assim como documentos administrativos pelos quais a própria empresa indicava que o encerramento das atividades do aterro deveria ter ocorrido ainda em 2016.

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No ano passado, além disso, mais de 60 famílias foram despejadas de uma área de ocupação no CIC, conhecida como Tiradentes II. O local, ocupado por membros do Movimento Popular por Moradia (MPM), foi desocupado após a Justiça permitir reintegração de posse para a Essencis.

“O Instituto Democracia Popular considera essa decisão como uma grande vitória popular, especialmente considerando o impacto socioambiental gerado pelo empreendimento e que afeta mais gravemente as muitas pessoas que vivem no entorno do aterro e são cotidianamente prejudicadas pelo seu funcionamento”, declarou em nota o IDP.

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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