O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) anulou as decisões que autorizaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente Câmara Municipal de Curitiba (CMC), vereador Tico Kuzma (PSD). Ele foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), no dia 29 de junho.
Segundo o MPPR, Kuzma era suspeito de cobrar até R$ 3 mil para indicar ocupantes de cargos na prefeitura e de cobrar parte de seus salários, na prática conhecida como rachadinha. Na quinta-feira, (17), a 2ª Câmara Criminal do TJPR, sob relatoria da desembargadora Priscilla Placha Sá, considerou nulas as ordens judiciais por falta de indícios mínimos de autoria e materialidade.
“Eu esperei a Justiça falar”, disse Kuzma na sessão de segunda-feira (21) da Câmara. “Uma acusação injusta ganha manchetes rapidamente, mas a verdade precisa de tempo para aparecer. A integridade do meu caráter, a minha reputação e toda uma história construída com trabalho e honestidade foram colocadas em dúvidas”. A investigação foi originada de uma denúncia anônima feita em dezembro de 2024.