O senador Sergio Moro (PL) desviou nesta terça-feira (30) de uma pergunta sobre as novas denúncias sobre o candidato à Presidência da República por seu partido, o também senador Flávio Bolsonaro. Questionado pelo Plural na entrada do debate da RPC sobre as novas revelações, que incluem a participação de Flávio em orgias e presentes como um relógio Rolex, Moro preferiu não responder.
"Estou focado aqui no debate, mas essas perguntas vocês têm que fazer para o Flávio Bolsonaro", disse Moro. "Ele apresentou as explicações dele. E diferentemente do que o Lula fez com o Lulinha, ele nunca barrou as investigações, afirmou o senador paranaense.
As novas revelações se devem a um ex-sócio de Flávio Bolsonaro numa loja de chocolates. Mensagens trocadas com o senador mostram uma possível relação entre o candidato a presidente e uma garota de programa e também denúncias de suposto lobby envolvendo o senador.
A frase de Moro sobre o possível acobertamento de ilegalidades ligadas a Flávio contrasta com histórias anteriores vividas pelo próprio senador paranaense. A passagem dele pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), em que ocupou o Ministério da Justiça, terminou justamente quando o então presidente disse, numa reunião gravada, que trocaria o chefe da Polícia Federal e, se fosse preciso, o ministro, antes que seu filho fosse prejudicado.
Na época, Flávio era investigado por suspeita de rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Moro saiu do ministério e o superintendente da PF no Rio foi de fato substituído. Flávio nunca foi investigado pelas denúncias.