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Reeleita, Dartora diz que é preciso mostrar perda que vitória de Flávio traria para o bolso das pessoas

Deputada petista conseguiu reeleição com 101 mil votos e diz que pretende disputar a Prefeitura de Curitiba

Reeleita, Dartora diz que é preciso mostrar perda que vitória de Flávio traria para o bolso das pessoas
Carol Dartora, reeleita para a Câmara dos Deputados. Foto: Tami Taketani/Plural

Eleita para seu segundo mandato de deputada federal neste domingo (4), a professora Carol Dartora (PT) diz sem rodeios que está pronta para apresentar seu nome mais uma vez na disputa pela Prefeitura de Curitiba. Em 2024, após se colocar como pré-candidata a prefeita, a deputada foi preterida pelo Partido dos Trabalhadores, que preferiu apoiar Luciano Ducci (PSB).

"Foi uma das maiores violências políticas que sofri na vida", diz ela sobre a derrota interna no partido, falando com o Plural um dia depois de confirmar sua reeleição, com mais de 101 mil votos. Eleita vereadora por Curitiba em 2020, foi a primeira mulher negra a exercer mandato eletivo na cidade. Dois anos depois, chegou ao Congresso Nacional - novamente como a primeira negra enviada a Brasília como representante do Paraná.

Agora, antes de qualquer outra tarefa, Dartora diz que tem de se dedicar à tentativa de reeleger Lula (PT). Para isso, segundo ela, o fundamental é conversar com as pessoas e mostrar o quanto uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) seria prejudicial para o bolso das pessoas. "O brasileiro tem muita dificuldade de compreender a qual classe social pertence. Tem que mostrar pras pessoas o que a eleição do Flávio teria de impacto no preço da comida. Mostrar para o dono do mercadinho que as pessoas vão ficar sem dinheiro para comprar dele."

Além do dinheiro de cada cidadão, Dartora diz que é preciso pensar no que cada parlamentar pode trazer para o estado. "Os deputados têm acesso a milhões em emendas. Dinheiro público, que pode fazer diferença para projetos, para as pessoas." Segundo ela, alguns prefeitos, porém, se recusam a recebê-la para tratar de projetos que possam receber verba de emendas parlamentares. Acusa inclusive Eduardo Pimentel (PSD), de Curitiba, de não recebê-la para conversar sobre financiamentos via emenda parlamentar.

Feminista, a deputada identifica no fenômeno de ascensão da ultradireita uma vitória do machismo conservador. "Eu não imaginava que a proibição das bets ia afetar tanto o psicológico dos machos. Estão preocupados com o dono das bets, que veem como uma pessoa bem-sucedida. Mas tem que falar: vem cá, quantos donos de bet você conhece?, diz ela, lembrando que as empresas do setor empregam pouco e geram renda para quase ninguém.

No novo mandato, Dartora diz que tentará lutar por conquistas sociais, mas tendo em vista o perfil da bancada eleita para a nova legislatura, sabe que o mais provável é que precise se empenhar mais para evitar retrocessos. "Nessa legislatura já teve muito disso. Conseguimos avanços, mas o mais importante foi impedir que a extrema direita nos tirasse conquistas e direitos", afirma.

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Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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