A Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná emitiu parecer favorável à declaração de elegibilidade de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Partido Novo. O ex-procurador da República teve o mandato de deputado federal cassado em 2021 por ter pedido exoneração do Ministério Público Federal (MPF) quando respondia a Processos Administrativos Disciplinares (PADs).
No fim de junho, Deltan protocolou um Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) para que a Justiça Eleitoral defina se ele está ou não apto a participar das eleições de outubro deste ano. O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu apenas um parecer e a decisão caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), com possibilidade de recurso.

No parecer, o procurador Marcelo Godoy entende que a exoneração não representa fraude à Lei da Ficha Limpa, pois os PADs que tramitavam contra Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram arquivados ou não envolviam infrações que poderiam levar à demissão de Dallagnol – o que fundamentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar o registro de sua candidatura na eleição de 2022, levando à cassação do mandato em 2023.
"O registro de uma candidatura é decidido a cada eleição com base nas informações e provas disponíveis. As informações e provas disponíveis hoje mostram que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que me afastou do cargo em 2023, não se sustenta mais e, portanto, não tem como me tirar das urnas em 2026", afirmou Deltan Dallagnol nesta quarta-feira (19).
O ex-procurador disse que teve o mandato de deputado cassado com base em uma "bola de cristal". "Uma suposição imaginária derrubou a escolha democrática de 345 mil paranaenses, mas nós sabemos o que aconteceu de fato ali. Eles me caçaram, na verdade, porque eu liderei a operação Lava Jato, porque eu coloquei corruptos na cadeia e incomodei os poderosos".
