O candidato do PL ao governo do Paraná, Sergio Moro, disse em sabatina na tarde desta quinta-feira (3), na rádio Jovem Pan, disse que vai “emprestar a motosserra do Milei” caso seja eleito em outubro. A referência ao presidente argentino indica que Moro tem como inspiração um governo que achatou salários, demitiu servidores, desvalorizou os serviços públicos e cortou recursos de programas sociais – praticamente as únicas ações de Javier Milei desde 2023.
Perguntado sobre como expandir o crescimento econômico do Paraná, Moro disse que o governo de Ratinho Jr (PSD) "tem muitas secretarias". Prometeu cortar "burocracias e regulamentações desnecessárias". "Hoje são 24 secretarias, não tem necessidade de um gasto tão grande", disse o senador, que citou Milei como se o presidente argentino demonstrasse algum tipo de preocupação social: "Vamos emprestar a motosserra do Milei e vamos gastar com o cidadão na ponta".

Outra referência para Moro parece ser o governo de Nayib Bukele em El Salvador, acusado de prisões arbitrárias em massa, tortura e desaparecimento de pessoas sob tutela do Estado. Ele voltou a prometer a construção de um presídio que se batizado como "El Salvador". Segundo a organização Human Rights Watch (HRW), 90 mil pessoas já foram presas no país sem acusação formal desde 2022, entre elas 1,6 mil crianças e adolescentes.
Banco Master, Copel e debates
Perguntado sobre a ligação de aliados políticos seu ao escândalo do Banco Master, como os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI), Moro atacou o governo Lula (PT). Flávio Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões do dono do Master, Daniel Vorcaro, para supostamente financiar o filme "Dark Horse". “Essas perguntas você tem que dirigir ao Flávio Bolsonaro. Eu defendo a candidatura dele, é o único capaz de derrotar o Lula”, afirmou.
Moro prometeu "cobrar uma compensação da Copel" para as constantes quedas no fornecimento de energia, disse que é favorável a privatizações e justificou sua ausência nos debates. "O Ratinho nunca foi em um debate, em 2022 ele não apareceu em nenhum dos debates. Essa cobrança é indevida. É uma estratégia que é definida nesse momento".
