Milhares de pessoas participaram de uma mobilização em defesa da democracia e em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O ato, realizado nesta quinta-feira (8), começou na Praça Santos Andrade e seguiu em marcha pela Marechal Deodoro até a Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações no centro da cidade.
A caminhada reuniu estudantes, sindicatos, movimentos populares, partidos e apoiadores que se colocam contra a extrema-direita. Cartazes, faixas e palavras de ordem marcaram o percurso, reforçando a defesa da democracia e o chamado para que a população compareça às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Ato teve marcha pela Marechal Deodoro em direção a Boca Maldita | Imagens: Giovanni Sella / Plural
O evento, intitulado “Nem o pai, nem o filho: em defesa do Brasil e contra o avanço da extrema-direita”, foi organizado pela União Paranaense dos Estudantes (UPE) em parceria com os DCEs da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Durante a marcha, lideranças políticas de esquerda destacaram que Curitiba e o Paraná não devem ser vistos apenas como redutos conservadores. A vereadora Georgia Prates (PT) afirmou que “a democracia está em jogo e isso desperta nas pessoas a vontade de lutar contra o fascismo. Curitiba nunca foi o berço deles”.
Já a vereadora Professora Angela (PSOL) lembrou que o Paraná tem histórico de mobilizações, como a primavera secundarista e as ocupações de escolas, além de movimentos como o MST e as Diretas Já: “Não aceito dizer que o Paraná não tem jeito. Dá para disputar sim”.
Outras figuras da esquerda também participaram, como a vereadora Camila Gonda (PSB), a deputada estadual eleita Miss Preta (PT) e Requião Filho.