A Polícia Federal (PF) fez uma ação nesta sexta-feira (2) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que teve como alvo o deputado estadual e candidato à reeleição Mauro Moraes (PL), apoiado pelo candidato ao governo Sergio Moro (PL).
O mandado foi expedido pela Justiça Eleitoral, mas a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou que o processo é sigiloso. A abordagem teria sido feita após o saque de uma alta quantia em espécie na agência do Itaú instalada dentro da Assembleia. O escritório do deputado também teria sido alvo de buscas, o que não foi confirmado pela PF.
Em nota à imprensa, a assessoria de Sergio Moro afirmou que ação da PF não tem relação com a campanha e que o candidato ao governo "reforça seu compromisso com a transparência e com o respeito às instituições responsáveis pela apuração dos fatos".
Mauro Moraes foi um dos primeiros apoiadores da candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná. Em abril, ele deixou o União Brasil e se filiou ao PL – caminho seguido por mais seis deputados.
Na semana passada, Mauro Moraes publicou em nas redes sociais um vídeo com Sergio Moro, em que o ex-juiz da Lava Jato pede votos para o parlamentar. "O Paraná vai ser a nossa fortaleza, uma terra de liberdades e de oportunidades para todos. E Mauro Moraes, um dos nosso aliados mais leais, para deputado estadual", diz Moro. A mulher do candidato, a deputada federal por São Paulo Rosângela Moro, também aparece no vídeo. Ela tenta a reeleição pelo Paraná.
A reportagem entrou em contato na tarde desta sexta-feira com a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, com Mauro Moraes e com a assessoria do deputado, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço fica à disposição e o Plural seguirá acompanhando o caso.
Segue a nota enviada pela assessoria da campanha de Sergio Moro:
NOTA À IMPRENSA
A campanha de Sergio Moro esclarece que não existe qualquer relação entre o candidato Sergio Moro e a ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (2).
A campanha "reforça seu compromisso com a transparência e com o respeito às instituições responsáveis pela apuração dos fatos".