A suspensão judicial da campanha de Deltan Dallagnol (Novo) terá um efeito prático importante na próxima sexta-feira. A não ser que o candidato consiga reverter a tempo a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estará excluído do debate da Globo com os principais candidatos ao Senado.
O debate na RPC está marcado para esta sexta (25) e, no caso da ausência de Deltan, certamente isso será explorado pelos demais candidatos, principalmente pelos petistas Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, que veem no ex-procurador um inimigo importante do PT e que querem vê-lo sem possibilidades de ocupar uma vaga no Senado.
Por outro lado, o deputado federal Filipe Barros (PL), colega de chapa de Deltan, e Cristina Graeml (PSD), que já gravou vídeo em defesa da candidatura dele, devem fazer o contraponto no debate. Quem tem se mantido em cima do muro em relação ao tema é Alexandre Curi (PSD).
Suspenso
A Justiça Eleitoral determinou neste fim de semana que Deltan não pode participar da propaganda gratuita na tevê nem continuar com outros atos de campanha. O ex-procurador teve o registro de sua candidatura cassado em 2022 por sete votos a zero no TSE, que compreendeu que ele burlou a Lei da Ficha Limpa.
Deltan se exonerou do Ministério Público meses antes do prazo e, segundo o entendimento da Justiça, fez isso para que reclamações contra ele não se transformassem em procedimentos administrativos - o que o deixaria inelegível. A fuga dos processos, porém, segundo a Lei da Ficha Limpa, também resulta em inelegibilidade.
Na campanha de 2026, o PT foi à Justiça para pedir que a inelegibilidade de Deltan seja confirmada. No Tribunal Regional Eleitoral, o ex-procurador teve uma vitória apertada, por 4 votos a 3. Conforme mostrou reportagem do Plural, o procurador que pediu a elegibilidade de Deltan foi seu colega de classe na UFPR,