O anúncio de que o atual presidente do PT paranaense, Arilson Chiratto, deixará de disputar a reeleição à Assembleia Legislativa, saindo como candidato a deputado federal, tenta minimizar a falta que a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, fará na chapa do partido em 2026.
A pré-candidatura de Gleisi ao Senado abriu uma lacuna no PT paranaense. Principal puxadora de votos para a Câmara dos Deputados nas eleições mais recentes, a deputada vinha fazendo sozinha o quociente eleitoral para se eleger - e ainda sobravam votos para ajudar o partido a conseguir mais uma cadeira.

Em 2022, por exemplo, Gleisi foi a segunda candidata mais votada do Paraná, com mais de 261 mil votos - e agora, depois de ter ocupado o papel de ministra da equipe política do governo Lula (PT), havia expectativa de que pudesse inclusive superar essa votação.
Arilson é um dos políticos mais próximos a Gleisi no Paraná. Foi seu chefe de Gabinete e se elegeu para o cargo de deputado estadual com as bênçãos da ex-chefe. Nas eleições de 2022, fez pouco mais de 76 mil votos, terminando entre os dez mais votados da Assembleia - e tendo a terceira maior votação dentro do PT estadual.
Integrante da Construindo um Novo Brasil, mesma tendência de Gleisi, Arilson deve ter apoio dos grupos moderados do PT e é visto como um dos candidatos com maior potencial da chapa.
Hoje, o PT paranaense tem cinco deputados federais: Gleisi (afastada para atuar no ministério até o fim de março), Zeca Dirceu, Carol Dartora, Tadeu Veneri e Ênio Verri (atualmente afastado para exercer cargo de direção na Itaipu Binacional).
