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Pesquisadores descobrem que nanopartícula pode aumentar resistência de araucárias à seca

Estudo feito pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Emergência Climática (NAPI-EC) aplicou nanopartículas feitas com resíduos de crustáceos capazes de ajudar a preservar a árvore símbolo do Sul do país

Pesquisadores descobrem que  nanopartícula pode aumentar resistência de araucárias à seca
Testes com araucária sob diferentes condições de hidratação (seca e rega comum) | Foto: divulgação
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Pesquisadores descobriram que o uso da nanopartículas de quitosana carregadas com S-nitrosoglutationa (GSNO), a partir de resíduos de crustáceos, é capaz de aumentar a resistência de mudas de araucárias à seca. O estudo foi publicada na revista científica internacional Frontiers in Plant Science.

O trabalho é fruto de uma colaboração multidisciplinar financiada pelo CNPq, FAPESP e Fundação Araucária, reunindo cientistas da UEL, do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), do Instituto Tecnológico do Vale (ITV) e da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Os pesquisadores integram o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Emergência Climática (NAPI-EC) e utilizaram resíduos de exoesqueletos de camarão e caranguejo, materiais que seriam descartados, para proteger as mudas da espécie que hoje já corre risco de extinção por meio da nanopartícula.

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A Araucaria angustifolia, árvore símbolo do Sul do Brasil, enfrenta sérias ameaças devido à intensificação das mudanças climáticas. O processo de aplicação da nanopartícula permite que a muda de araucária produza compostos de defesa, reduza o estresse oxidativo e desenvolva raízes mais fortes para absorver nutrientes e água.

"A utilização da nanopartícula permite que as mudas de araucária se tornem mais resistentes para quando forem transplantadas para o campo, onde conseguem crescer melhor e sobreviver mais. Isso permite não apenas a conservação da espécie, mas também um reflorestamento mais eficiente, otimizando a captação de carbono e auxiliando na mitigação da mudança climática", explica o professor Halley C. Oliveira, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, por ser biocompatível e biodegradável, a nanopartícula também apresenta características de uma tecnologia considerada mais sustentável.

O estudo foi realizado com mudas em condições controladas de casa de vegetação, durante um experimento de 30 dias. Portanto, os resultados são promissores, mas não significam ainda que a técnica esteja comprovada para uso em larga escala em áreas de reflorestamento. O próprio estudo aponta a necessidade de compreender melhor os mecanismos envolvidos.

Agora, é necessário testar a nanopartícula em larga escala, o que, para os pesquisadores, é um caminho promissor para estratégias de conservação das araucárias.

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Tags: Paraná

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