O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL), disse ontem nas redes sociais que não apoia qualquer movimento separatista no Brasil. Afirmou que seu comentário sobre o assunto apenas classificava como "inevitável" o surgimento de ideias do gênero, uma mês que o Brasil, segundo ele, teria sido "inviabilizado".
O primeiro comentário de Martins surgiu numa resposta ao blogueiro Allan dos Santos, criminoso foragido que hoje mora nos Estados Unidos. Conhecido por espalhar desinformação e participar de ações antidemocráticas, Santos defendeu a ideia de um país com os três estados do Sul, mais partes de São Paulo e Minas Gerais.
Depois de uma matéria do Plural mostrar a resposta de Paulo Martins a Allan dos Santos, o vice-prefeito voltou a se manifestar.

O texto original do Plural, inclusive, retratou com fidelidade o que Martins - um radical de direita colocado na chapa de Eduardo Pimentel (PSD) a pedido de Jair Bolsonaro (PL) - afirmou.
Com a matéria do Plural, porém, pelo menos mais um político com mandato se manifestou sobre a possibilidade de separatismo, e nesse caso inegavelmente se posicionando de maneira favorável à criação de um novo país - ainda que isso contrarie frontalmente a Constituição.
O vereador Guilherme Kilter (Novo) afirmou que é favorável ao separatismo, uma vez que estaria cansado de ver "o paranaense pagando a conta dos outros estados".

A Constituição Federal garante a unidade do Brasil e a defesa do separatismo é considerada crime.