Uma peruana de 65 anos foi atendida na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Boqueirão na quarta-feira (04) e transferida na sexta-feira (06) para o hospital Cajuru, em Curitiba. A suspeita era de apendicite, mas ela precisava realizar uma tomografia para confirmar o diagnóstico, o que até quarta-feira (11) não havia sido feito.
A delonga preocupou familiares e enquanto ela não sabe qual o problema, um leito do hospital é ocupado em meio à superlotação. O problema no Cajuru é grave e o próprio hospital lançou uma campanha alertando usuários sobre acidentes envolvendo traumas durante o carnaval como forma de diminuir o número de pacientes de emergência durante o período.

No caso da peruana, ao Plural o hospital informou que no mesmo dia do internamento a paciente fez exames “incluindo ultrassonografia e ressonância magnética. O laudo da ressonância foi concluído na segunda-feira (09/02)”. No entanto, a família não teve conhecimento de nenhum exame e tampouco recebeu o laudo.
No ano passado, o hospital recebeu um novo tomógrafo, cujo investimento por meio de emenda parlamentar do deputado Ney Leprevost (União Brasil) foi de R$ 6 milhões. A aquisição do equipamento visou substituir o antigo, obsoleto e agilizar o atendimento de pacientes, o que não ocorreu no caso da idosa.
Sobre o tempo de espera, o Cajuru respondeu que “o tempo para realização de exames e atendimentos varia conforme critérios técnicos de gravidade e prioridade clínica, sempre com foco na segurança do paciente. Desde a internação, a paciente segue sob acompanhamento diário de equipe multiprofissional, com monitoramento assistencial contínuo”.
Nesta quarta-feira (12) a reportagem ouviu familiares novamente e eles não souberam dizer qual o diagnóstico da mulher, que permanece internada.
