A empresa Enaex Brasil, na qual aconteceu uma explosão de que deixou 9 pessoas mortas em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), interrompeu a operação desde o acidente, ocorrido na terça-feira (12). Nesta quarta-feira (13), bombeiros retomam as buscas pelos corpos das vítimas desaparecidas.
Segundo a empresa não há previsão para o retorno das atividades. A prioridade é prestar atendimento aos familiares das vítimas. As identidades dos trabalhadores que faleceram foram confirmadas: Camila de Almeida Pinheiro, Cleberson Arruda Correa, Eduardo Silveira de Paula, Francieli Gonçalves de Oliveira, Jessica Aparecida Alves Pires, Marcio Nascimento de Andrade, Pablo Correa dos Santos, Roberto dos Santos Kuhnen e Simeão Pires Machado.
Eles haviam acabado de colocar o equipamento de segurança quando ocorreu a explosão e não estavam manipulando nenhum material, conforme informaram as autoridades. As causas do acidente estão sendo investigadas pela científica.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as vítimas tiveram os corpos fragmentados. “Temos vários vestígios que foram recolhidos pelo pessoal da Polícia Científica (...) os corpos foram fragmentados diante da energia da explosão”, disse o secretário coronel Hudson Leôncio Teixeira.
Cães farejadores auxiliam nas buscas aos corpos dos desparecidos e os trabalhos devem seguir até o fim do dia, enquanto houver visibilidade. O esquadrão antibombas da Polícia Civil (PC) acompanha a atividade para evitar novos acidentes.
"Ampliamos a área de buscas e, além disso, estamos fazendo buscas perto da área da explosão, mexendo ali a terra onde ocorreu a explosão, procurando vestígios das vítimas", explicou a capitã Luisiana Cavalca, do Corpo de Bombeiros.
Empresa
A Enaex Brasil está com a documentação de operação em dia. A informação foi confirmada tanto pelo Corpo de Bombeiros quanto pela prefeitura da cidade, após questionamentos a respeito da operação.

“A prefeitura ressalta que a empresa Enaex possui todas as licenças necessárias para seu fim de funcionamento, incluindo alvará de licença e localização devidamente atualizado e em conformidade com as exigências legais”, diz o trecho da nota da prefeitura de Quatro Barras. O comando do Corpo de Bombeiros também informou que a documentação está regular.
No Brasil, a empresa tem 1,3 mil funcionários e em 2015 adquiriu 100% da operação da antiga Britanite, que, por sua vez, funciona em Quatro Barras desde 1972.
Investigação
O acidente está sendo investigado também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que instaurou inquérito civil. A Polícia Científica deverá apresentar um laudo técnico em um prazo de até 30 dias, conforme ao órgão. Além disso, a Superintendência Regional do Trabalho no Paraná deve fazer fiscalização nas instalações da empresa.