Expoente busca recursos para garantir que ano letivo vá até o fim | Jornal Plural
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28 ago 2019 - 11h09

Expoente busca recursos para garantir que ano letivo vá até o fim

Com falência decretada, grupo tenta vender o quanto antes seus dois colégios em Curitiba; parte das mensalidades hoje vai direto para credores

A administração da massa falida do Grupo Expoente está trabalhando para conseguir recursos que garantam a manutenção das escolas de Curitiba até o fim do ano letivo. A informação é do gestor, Mauricio de Paula Soares Guimarães, que deve apresentar essa semana um pedido de realização de leilão judicial dos colégios e do sistema de ensino.

O grupo havia angariado recursos com empresas de fomento mercantil e agora parte da receita arrecadada com recebimento de mensalidades escolares não chega ao caixa das escolas porque são pagas diretamente para o credor. A dificuldade de obter crédito foi justamente uma das razões alegadas pelo grupo no pedido de falência.

Guimarães informa, no entanto, que há valores a receber. Ele também trabalha para realizar o leilão de venda o quanto antes, de forma a já definir o futuro das escolas.

O Expoente tem duas escolas em Curitiba, uma no Água Verde e outra no Boa Vista. Ambas as unidades ofertam vagas da educação infantil ao ensino médio. Com a decretação da falência a comunidade escolar aguarda ansiosa a definição da situação dos colégios, uma vez que a temporada de rematrículas para 2020 já começou.

Na decretação da falência a juíza Luciane Pereira Ramos autorizou a manutenção provisória das atividades nos colégios e no sistema de ensino para evitar prejuízos na venda dos ativos. Na decisão, a magistrada considerou que a fuga de alunos e clientes desvalorizaria os ativos, o que acaba prejudicando os credores.

Reunião de pais

Pais e mães de alunos do Expoente terão em breve um encontro com o novo gestor do Grupo. Segundo o advogado Mauricio de Paula Soares Guimarães será convocada uma reunião com a associação de pais com a intenção de tranquilizá-los durante esse período de transição.

Guimarães também negou que existam salários em atraso entre os colaboradores do grupo.

O Grupo Expoente teve a falência decretada no último dia 22. A empresa estava em recuperação judicial desde 2010. Com 162,7 milhões em dívidas, a organização tinha uma receita anual em torno de R$ 49 milhões entre 2013 e 2015, mas em 2018 viu o faturamento cair cerca de 13,1%.

Além disso, em 2019 a receita dos primeiros seis meses foi de R$ 18,3 milhões, o que significa uma redução de 25,3%.

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