22 out 2021 - 14h53

Último refúgio do lavajatismo, bancada paranaense no Senado apoia Diogo Castor

Flavio Arns, Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães publicaram nota conjunta em defesa do procurador demitido pelo CNMP

Desde que Sergio Moro deixou o governo o lavajatismo foi desaparecendo como movimento político. Sumiu dos discursos em Brasília e dos movimentos de rua. Até seus principais expoentes, Moro e Deltan Dallagnol, saíram da arena do debate político. Voltam, vez ou outra, para defender questões corporativas. O último reduto do lavajatismo na política parece ser a bancada paranaense no Senado. Alvaro Dias, Flavio Arns e Orivisto Guimarães – todos do Podemos, partido que há tempos se prepara para receber Sergio Moro – deram mais uma demonstração de fidelidade à operação e ao conjunto de pautas que se aglutinou em torno dela. Nesta quinta-feira (21), publicaram uma nota de apoio ao procurador Diogo Castor de Mattos.

Na segunda-feira, 18, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou a pena de demissão ao procurador por ter financiado um outdoor homenageando a Lava Jato de Curitiba. A peça publicitária, com a imagem de dez procuradores integrantes da força-tarefa, era acompanhada do texto: “Bem-vindo à República de Curitiba – terra da Operação Lava Jato – a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre. 17 de março, cinco anos de Operação Lava Jato – O Brasil Agradece”.

“Considerando que os membros do Ministério Público têm a garantia constitucional de vitaliciedade, com perda do cargo somente por meio de ação judicial transitada em julgado, e observando, ainda, as penas aplicadas pelo
próprio CNMP em casos análogos ao longo dos últimos anos, acreditamos que a punição nesse caso tenha sido desproporcional. Nesse contexto, temos a convicção de que a demissão será revertida judicialmente”, diz o texto divulgado pelos senadores.

“Conhecemos o itinerário percorrido pelo combativo procurador e declaramos respeito e apoio pelo trabalho desenvolvido, bem como por sua postura de seriedade, republicana e ética”, afirmam.

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5 comentários sobre “Último refúgio do lavajatismo, bancada paranaense no Senado apoia Diogo Castor

  1. Paraná está alinhado com esse genocídio do Bolsonaro….vergonha ….próximas eleições vamos divulgar quem fez o que….
    Parabéns Plural!!!

  2. Oriovisto e sua riquesa, se não por isso não estaria no senado, Alvaro dias, um homeme amargo e politico decadente, e o Arns um politico de ocasião, despreparado, que se elegeu pelo caso dos Richas( familia q estava no poder, agora no esgoto), se esperar oque??? Quanto ao procuradorzinho, colhe oq prantou e o Tan tan dalanol deveria ter o mesmo destino.

  3. É incrível como os caras elegem seus bandidos prediletos tentando minimizar o ato cometido pelo procurador punido pelo CNMP como se fosse somente a contratação de um outdoor; escondendo que foram usados dados pessoais de uma pessoa que nem sabia do caso. A resposta está aqui, matéria de estreia do excelente jornalista René Russel para o Bem Blogado: https://bemblogado.com.br/site/as-ruinas-da-lava-jato-diogo-castor-de-mattos-demitido-pelo-conselho-do-ministerio-publico/

  4. O procurador demitido admitiu que efetuou o pagamento do outdoor, no valor de R$ 4 mil, com recursos próprios. “Bem-vindo à República de Curitiba, terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o País. Aqui a Lei se cumpre. O Brasil agradece” dizia a mensagem. Foram utilizados os dados pessoais do músico João Carlos Queiroz Barbosa para forjar o pagamento e autorização à instalação do outdoor. O músico nega autorização para isso.

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