Na última semana agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), apoiadores e sindicatos realizaram protesto na BR-277, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em memória de Antonio Tavares, morto há 25 anos durante ação violenta da Polícia Militar (PM).
O ato ocorre há mais de vinte anos, como forma de relembrar a truculência da PM que, à época da morte do agricultor, deixou outras 200 pessoas feridas. O protesto ocorreu em frente à obra de escultura projetada por Oscar Niemeyer, inaugurada em 2001, um ano depois da morte de Antonio Tavares, que era uma das lideranças do MST no Paraná.

Há mais de um ano o Estado Brasileiro foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), por intensa violência e omissão de Justiça, além de determinar a revisão da competência da Justiça Militar para analisar o caso, que cujas agressões foram cometidas contra civis. Os manifestantes cobraram também o Ministério dos Direitos Humanos do Governo Federal e a Casa Civil do Governo do Paraná sobre a decisão da Corte.
Relembre
Durante o governo Jaime Lerner, no quilômetro 108 da BR-277, a PM barrou uma caravana de integrantes do MST que seguia de Campo Largo para Curitiba.
O grupo seguia para a capital justamente para pedir o fim da violência e a criminalização da luta pelo direito à terra, mas antes mesmo de deixar a RMC houve a intervenção da PM e durante a ação Antonio Tavares foi morto, deixando esposa e cinco filhos.