A cerca viva não vive um bom momento O jasmim dos poetas não floresce Já faz tempo Glicínias inebriantes não pendem sobre a treliça E se espalha a notícia de que a sabiá Não irá cantar Há um exato salto no tempo Tempo fechado e sem sal Sem sol de setembro ao inverno E tem quem diga Que outono não vai se manifestar
Hoje apenas um jardim no teto Todas as flores sobre a tinta branca Há esperança, muita esperança E a florida lembrança De haver flores em todo lugar
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Em 4 minutos de apresentação, o casal voa pelos ares. Gira, salta, dança, sincronizado como um para-brisas. Todos os movimentos são perfeitos. Nenhum desequilíbrio. Nenhuma hesitação. Nenhum deslize a não ser o dos patins sulcando o gelo sem ruído