No mau-humor da tardinha de dezembro O desatinado vive em meses adiante E num rompante descompensado Almeja a queda Que virá no futuro Tornar-se seu inseguro Presente
Um ser alheio, ausente da razão Deslocado de seu tempo Viu viver-se sem paixões Sem ardor nem conexões Estranhamente perdido no passado No antanho... Sem instantes Sem agora Sem momentos Ventos tristes que sopravam Chuva fina e sofrimento Nuvens cheias carregadas Trovoavam pensamentos E o louco se perdia Nem abrigo nem alento Tempo ruim Clima instável Foi-se o tempo No mau tempo
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Em 4 minutos de apresentação, o casal voa pelos ares. Gira, salta, dança, sincronizado como um para-brisas. Todos os movimentos são perfeitos. Nenhum desequilíbrio. Nenhuma hesitação. Nenhum deslize a não ser o dos patins sulcando o gelo sem ruído