Procerva pede que Prefeitura libere venda de bebidas alcoólicas nas feiras
22 jul 2021 - 18h44

Cervejarias pedem que Prefeitura libere venda de bebidas alcoólicas nas feiras

Procerva alega que feirantes e produtores de cerveja estão sendo prejudicados

Após a renovação da bandeira amarela por mais uma semana, a associação paranaense das microcervejarias (Procerva) enviou, nesta quarta-feira (21), uma notificação à Prefeitura para pedir a liberação da venda de bebidas alcoólicas nas feiras livres. Segundo o poder público, a proibição serve para evitar aglomeração de pessoas nas ruas.

Produtores de cerveja e feirantes reclamam que a medida continua afetando fortemente o setor num momento em que bares e restaurantes voltaram a funcionar quase que normalmente. “As feiras livres estão sendo penalizadas. Está tudo liberado menos o consumo de cervejas em espaço público”, afirma Anuar Tarabai, presidente da Procerva.

Na notificação, os cervejeiros argumentam que a comercialização de bebidas alcoólicas nas feiras “não acarreta aglomeração de pessoas e, pelo efetivo trabalho preventivo dos feirantes, existe um controle que propicia um menor contato entre as pessoas, não sendo um vetor de contaminação da Covid-19”.

Um feirante ouvido pela reportagem, que por ser permissionário da Prefeitura pediu para não ser identificado, diz que a venda de chope representa cerca de 60% do faturamento. “Estamos impossibilitados de vender, enquanto a cidade inteira está vendendo. Além disso estamos ao ar livre e com distanciamento, somos o lugar mais seguro”, critica o comerciante.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a notificação da Procerva será avaliada e enviada para análise do Comitê de Técnica e Ética Médica, que vai se reunir apenas na próxima semana.

No começo de julho, após Curitiba voltar à bandeira amarela depois de meses, aglomerações foram registradas em frente a bares em vários locais da cidade. Na última sexta-feira (10), as calçadas da Rua Prudente de Moraes, no Centro, foram invadidas por jovens, como mostrado pelo perfil Brasil Fede Covid, no Instagram.

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