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URBS amplia integrações temporais no transporte coletivo de Curitiba

Os novos pontos ficam na região da Pedreira Paulo Leminski e na CIC

URBS amplia integrações temporais no transporte coletivo de Curitiba
Transporte coletivo de Curitiba passa a contar com mais duas integrações temporais. | Foto: Tami Taketani / Plural

A partir desta segunda-feira (08), o transporte coletivo de Curitiba passa a contar com mais duas integrações temporais. Implementadas pela Urbs, essas integrações permitem a troca de linhas utilizando o cartão-transporte Urbs, sem a necessidade de pagar uma nova passagem. O tempo de integração é de uma hora. Os novos pontos ficam na região da Pedreira Paulo Leminski e na CIC.

Na região da Pedreira Paulo Leminski, haverá integração entre a linha 176-Tanguá e as linhas 020-Interbairros II (horária) e 021-Interbairros II (anti-horária). O passageiro poderá trocar de linha sem pagar uma nova passagem nos pontos das ruas Eugênio Flor e São Salvador.

Também entra em operação nesta segunda-feira a integração temporal entre as linhas 773-Vizinhança/Santa Rita, 652-Vila Verde e 627-Bosch. Essa integração possibilitará a ligação entre as comunidades Santa Rita e Vila Verde (CIC), além de facilitar o acesso ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) na Vila Verde, atendendo a um pedido da comunidade. A integração poderá ser realizada na interseção das linhas na Rua Paul Garfunkel com a Rua Emílio Romani, na CIC.

Atualmente, o transporte coletivo de Curitiba possui 266 opções de integração. De acordo com a prefeitura, em 2025 foram registradas 1,78 milhão de integrações temporais, segundo levantamento da Urbs. O número representa um crescimento de 23% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 1,45 milhão de conexões.

Segundo o professor Garrone Reck, do Departamento de Transporte do Setor de Tecnologia da UFPR, embora Curitiba já conte com a integração física, é necessário ampliar também a integração temporal. “A facilidade da integração temporal não invalida o que nós temos em Curitiba. Temos na cidade um modelo de transporte hierarquizado, com tronco alimentador e bacia de alimentação conectados a terminais. Desses terminais partem serviços de alta capacidade para o centro ou outras regiões. O que ocorre hoje é uma desatualização, pois ficamos muito vinculados à integração física e já poderíamos ter avançado na temporal”, explica.

A integração em Curitiba começou com os terminais físicos na década de 1970. Já a integração temporal nos ônibus foi implementada apenas em 2022. Para Garrone, o modelo ainda precisa ser testado e expandido. “Para universalizar a integração temporal seria necessário que a prefeitura ou a Urbs realizassem uma modelagem da demanda total e identificassem mais pontos estratégicos. Existe um temor sobre a redução de passageiros pagantes, mas isso só pode ser avaliado com pesquisas. Essas análises podem mostrar, inclusive, se a integração atrairia novos usuários que hoje deixam de usar o ônibus por terem de pagar duas passagens para completar a viagem.”

Um exemplo do impacto de medidas de incentivo ocorreu em 2025, com a implementação do programa ‘Domingão Paga Meia’, que resultou em aumento de 33% no uso do transporte coletivo já no primeiro mês de funcionamento.

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Como funciona

As integrações temporais permitem a troca de linhas por um determinado período de tempo, sem a necessidade de pagar uma nova passagem. Diferentemente da integração física, realizada em um mesmo local — como um terminal, por exemplo —, a integração temporal pode ser feita entre locais distintos: estações-tubo, pontos de ônibus e até entre terminais com Ruas da Cidadania, Armazéns da Família e o Mercado Municipal Capão Raso. Confira a lista dos locais com integração temporal em Curitiba (aqui).

As integrações temporais são possíveis exclusivamente por meio do cartão-transporte Urbs, e o tempo de utilização varia conforme o local e o tipo de conexão. Atualmente, o transporte coletivo de Curitiba possui 266 opções de integração.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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