Este texto integra o projeto Periferias Plurais, uma parceria entre o Plural, o Gasam e a Itaipu Binacional
Nesta quarta-feira (19), comemoram-se o Dia Mundial da Fotografia e o Dia Nacional do Ciclista. Aproveitando a coincidência das duas datas, topei um duplo desafio: pedalar a maior distância possível por Curitiba e região e fotografar o trajeto.
Partindo do Boa Vista, o pedal passou pelos bairros do Cajuru, Parolin, Boqueirão, Batel e São Francisco, antes de terminar no Alto da Glória. As cidades vizinhas de Pinhais e São José dos Pinhais também entraram no percurso. Em pouco mais de quatro horas de estrada, a rota chegou aos 60 km.
A coincidência das datas tem origens distintas. No caso da fotografia, o 19 de agosto remete a 1839, quando o daguerreótipo foi apresentado publicamente em Paris e ajudou a difundir a fotografia pelo mundo. A celebração dos ciclistas, por sua vez, foi instituída como lei em 2017 e homenageia Pedro Davison, que faleceu aos 25 anos, enquanto pedalava em Brasília em 2006.
Particularmente, a combinação dessas duas atividades ajudou a me formar como curitibano por agregado, repórter e fotojornalista. Utilizo a bicicleta como principal meio de transporte desde que deixei Jaguariaíva, no interior do Paraná, e vim para Curitiba, em 2014. Foi pedalando que passei a conhecer parte da cidade.
Nove anos depois, já na metade do curso de Jornalismo da UFPR, fui atrás de uma câmera profissional — uma Canon T6i — para produzir minha primeira publicação neste jornal como freelancer. Desde então, sair para as pautas de bicicleta e com a câmera virou rotina. Grande parte das matérias publicadas aqui foi feita dessa forma.
As imagens a seguir foram registradas na sexta-feira (14), entre 14h30 e 20h, com uma Canon T6i e uma lente de 24 mm — a famosa pancake.












