O prefeito Eduardo Pimentel lançou, na última sexta-feira (3), o novo serviço de aluguel de patinetes elétricos em Curitiba. Os mil patinetes azuis da empresa Jet passam a circular pelo Centro, Centro Cívico e Batel. Os veículos já estão liberados para uso e podem ser vistos pelas vias da cidade.
A Jet foi a primeira empresa credenciada pelo edital publicado em maio pela Urbanização de Curitiba (Urbs). A companhia inicia a operação com 100 pontos de contratação e entrega dos veículos. A proposta é oferecer aos cidadãos maiores de 18 anos uma nova opção de mobilidade, mas esta não é a primeira vez que o serviço chega à capital.
Em 2019, as empresas Yellow e Grin operaram na cidade com aluguel de bicicletas e patinetes elétricos. Com pouco menos de um ano de operação, deixaram o mercado devido à pandemia de covid-19. Em 2023, o serviço de bicicletas compartilhadas voltou com a TemBici, mas os patinetes só retornaram agora.
Para o professor Garrone Reck, do Departamento de Transporte da UFPR, o desafio é integrar o novo modal ao sistema de mobilidade já existente. “É preciso olhar para esse transporte como mais uma alternativa da rede de transporte da cidade. Seria interessante que este sistema fosse integrado à rede de transporte público, onde o usuário já optou por não usar o carro”, afirma.
No primeiro estágio, os patinetes estarão concentrados em áreas centrais, mas a Jet promete expansão para outros bairros. O modelo é “dockless”, sem estações fixas, com localização georreferenciada pelo aplicativo Go Jet. “A integração dos patinetes ao sistema de mobilidade não deve ocorrer agora, porque para isso seria necessário ter um alto volume de patinetes próximos a terminais ou locais com grande fluxo de ônibus. Nesse sentido é preciso que esse sistema passe a cumprir a função de complemento para o sistema de transporte, mas para isso seria preciso ajustar a proposta que está sendo implementada agora”, explica Garrone.
Como funciona
O serviço é contratado pelo aplicativo Go Jet, disponível para Android e iOS. Os preços de lançamento começam em R$ 0,99 para desbloqueio e R$ 0,39 por minuto. Há pacotes de minutos com validade de até 30 dias e plano mensal de R$ 9,99.
Em Curitiba, a velocidade operacional será limitada a 20 km/h, podendo ser reduzida em áreas específicas. O uso é exclusivo para maiores de 18 anos, de forma individual. A circulação em calçadas será proibida, salvo em locais sinalizados para compartilhamento, onde a velocidade máxima será de 6 km/h. A devolução dos equipamentos deve ser feita nos pontos indicados pelo aplicativo, com registro fotográfico obrigatório.
De acordo com Garrone, o patinete é um transporte de alto risco para o usuário, que está exposto ao tráfego. “Em Curitiba mal temos vias específicas para as bicicletas, mas é preciso olhar para as experiências que já estão funcionando e tentar replicá-las aqui. No entanto, é preciso redobrar a atenção dos patinetes que circularem em calçadas, que são os espaços de circulação de pedestres e que necessariamente sempre serão a prioridade”, complementa.
A Urbs irá monitorar o serviço com ferramentas de georreferenciamento e equipes de fiscalização. O projeto também prevê a proibição de circulação em canaletas, faixas exclusivas de ônibus e vias internas dos terminais de transporte coletivo.