No Paraná mais de 7 mil famílias de pequenos agricultores esperam a efetivação da reforma agrária, conforme dados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que nesta semana realizou ato em Curitiba para cobrar contratação de mais servidores para o Incra.
A ação integrou a Semana Camponesa, que teve mobilizações por todo Estado e culminou em um documento conjunto no qual Incra e MST cobram contratação de mais oito servidores e pedem mais recursos para o órgão.

Conforme o MST, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), houve desmonte do Incra e por essa razão, atualmente, o Instituto não consegue atender a demanda de pequenos agricultores, indígenas e quilombolas. O documento elaborado foi enviado ao ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e ao superintendente nacional do Incra, Cesar Aldrighi.
"Precisamos fortalecer o Incra, e para isso precisamos garantir as condições para que esse órgão consiga construir um plano de trabalho pra apresentar soluções para as mais de 80 áreas ocupadas no Paraná”, garantiu Bruna Zimpel, acampada em Clevelândia e integrante da direção nacional do MST pelo Paraná.
Olympio de Sá Sotto Maior Neto, procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos conversou com as famílias. Para ele, “o objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, que é o dever de construir uma sociedade livre, justa e solidária, passa pela realização da Reforma Agrária, que vai fazer com que cada vez mais se produzam alimentos com agroecologia, com agricultura familiar, com produção orgânica, portanto para a garantia da segurança alimentar e nutricional de todos os brasileiros.”