Quem circula na avenida Presidente Wenceslau Braz, no Lindóia, em Curitiba, já deve ter visto a obra do complexo residencial Château de Vermont, da construtora MRV. A obra está com 15% do total executada, conforme site da construtora e isso preocupa os moradores do entorno, que reclamaram do barulho.
Na página do Google do empreendimento, vizinhos dizem que têm a saúde mental prejudicada pela obra. “Um inferno no bairro, gritaria, algazarra, caos no trânsito, essa obra está acabando com a saúde mental dos moradores da região. Das 6h até 23h marreta, grito e caminhão (...)”, publicou um internauta.
Outra publicação questiona o horário do início do trabalho. “Essa obra está sendo um inferno na vida dos moradores. Os funcionários começam a fazer algazarra as 6 da manhã, gritando e batendo nas coisas como se fossem os donos do mundo, ninguém tem mais descanso nem dia de sábado (...)”.

Ao Plural, um dos vizinhos confirmou que fez uma denúncia junto ao Ministério Público por perturbação do sossego. Em acordo com as informações das publicações online, ele confirmou que o barulho começa por volta das 6h e muitas vezes vai até perto das 22h.
Perturbação do sossego pode ser entendida como “gritaria ou algazarra; profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; instrumentos sonoros ou sinais acústicos; (...) brulho produzido por animal que tenha a guarda”. O texto consta na Lei das Contravenções Penais.
Barulheira
No início do mês ocorreu audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para tratar de perturbação do sossego. Na ocasião, o major da Polícia Militar, Ronaldo Carlos Goulart, subcoordenador do Centro dos Conselhos Comunitários de Segurança do Paraná (Ceconseg), disse que quatro a cada dez chamadas feitas para a PM é relacionada com perturbação do sossego.
No caso da obra da MRV, depois que a reportagem começou a apuração, moradores receberam um áudio da engenheira responsável pela obra, que foi encaminhado ao Plural. Na mensagem ela pede desculpas e diz que providenciou alteração no horário de início de entrada dos trabalhadores, que agora passa ser às 7h.
A MRV enviou uma nota informando que “lamenta o transtorno e reforça que está sempre atenta a todas as normas e leis durante o processo de construção de um novo empreendimento”. O texto prossegue dizendo que a construtora “se empenhará para que as atividades gerem o mínimo possível de transtornos à comunidade” e que “reforça que se mantém disponível para ouvir os vizinhos de seus empreendimentos pelo telefone (31) 4005-1313”.