Os perfis das redes sociais do influenciador Chrystyan Yuzo Kishida, preso em Curitiba suspeito de participar de um roubo a uma diarista, foram desativados após a repercussão do caso. O influenciador, segundo a família, enfrenta problemas de saúde física e emocional. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O influenciador é acusado de um roubo ocorrido na sexta-feira (05). Imagens mostraram um homem cometendo o assalto e retornando a um carro, cujo motorista supostamente seria o influenciador. A investigação ainda não foi concluída.
Ataques virtuais
Depois da divulgação das imagens, Chrystyan Yuzo Kishida recebeu muitos comentários negativos em suas redes sociais. O Plural tentou contato com o advogado que representa o influenciador, mas não obteve retorno. A família de Chrystyan informou que ele não dará entrevistas, mas enviou uma nota.
Segundo os familiares, amigos e representantes do influenciador, o caso está sendo acompanhado com atenção. “Todas as circunstâncias serão devidamente examinadas no curso do processo, com estrito respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”, diz o texto.
O texto também menciona que “a família manifesta sua solidariedade à vítima e às pessoas impactadas por esta situação. Reconhecemos a gravidade dos fatos e o sofrimento que episódios como este podem causar a todos os envolvidos”.
Questões mentais
Chrystyan Yuzo Kishida, conforme a família, atravessa “sérios desafios de saúde física e emocional, circunstância que será devidamente comunicada às autoridades competentes pelos meios legais cabíveis”.

Familiares afirmam que a carreira do influenciador foi construída de “forma pública e transparente” e que neste momento “mais do que procurar justificativas, entendemos que é preciso responsabilidade, respeito à Justiça e humanidade”. “Chrystyan nunca esteve sozinho ao longo de sua vida. Sua família sempre esteve presente, especialmente nos períodos mais difíceis, oferecendo apoio, acolhimento e incentivo para que buscasse ajuda quando necessário. Não será diferente agora. A família acredita que este é um momento em que ele deverá enfrentar com responsabilidade as consequências de seus atos e das decisões que o trouxeram até aqui. Ao mesmo tempo, entende que será fundamental que receba acompanhamento adequado para cuidar de sua”, diz o texto.
A nota menciona ainda que ele vai enfrentar com responsabilidade as consequências de seus atos. “Ao mesmo tempo, entende que será fundamental que receba acompanhamento adequado para cuidar de sua saúde física e emocional, reconstruindo sua vida com dignidade e consciência”, prossegue.
Investigação
O inquérito ainda está em andamento pela Polícia Civil. A defesa do acusado, em nota, afirmou que “colabora plenamente com as autoridades e confia que os fatos serão analisados de maneira técnica, imparcial e fundamentada nas provas produzidas durante a investigação”.

O crime aconteceu no bairro Água Verde e o suspeito detido pela Polícia Militar (PM) em um motel Boqueirão, no dia seguinte. A prisão foi convertida em preventiva e ele está na cadeia pública de Curitiba, no CIC.
