Na última semana o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc) realizou um café com servidores e sociedade para tratar das condições de trabalho na Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba. Entre os apontamentos, a gravação de vídeos durante as abordagens foi duramente criticada por atrapalhar as abordagens de assistência social.
“Quando vamos fazer essa abordagem é preciso ter técnica porque a pessoa já está na defensiva, é uma maneira de sobreviver. Então quando alguém está filmando, além de expor as esquipes, também atrapalha o trabalho”, explica a dirigente sindical Ariane de Assis.
Em dezembro do ano passado, por exemplo, o Sismuc divulgou uma nota de repúdio contra o vereador Guilherme Kilter (Novo), que expôs uma pessoa em situação em suas redes sociais ao perguntar onde o homem morava.

Ao final do vídeo, Guilherme Kilter afirma: “O cidadão foi preso, um nóia que estava lá xingando a gente, levantou a voz com todo mundo. No fim do dia, a Prefeitura levou as coisas dele, a praça está limpa e agora vai receber o tratamento adequado. A gente precisa ser duro”.
A conduta foi considerara higienista pelo sindicato.
Recentemente o vereador Eder Borges (PL) filmou crianças na rua XV vendendo balas e discutiu com as mães. Durante a gravação nenhum órgão como Conselho Tutelar ou FAS foi acionado para atender a situação, embora a legenda do vídeo indique o que o parlamentar faria uma denúncia por exploração do trabalho infantil ao Ministério Público (MP).
Para os trabalhadores, a orientação da prefeitura de Curitiba, conforme explicou o sindicato é de que não deem entrevistas durante as abordagens.
