Os documentos do processo que resultou na declaração de falência do grupo Hospital XV (que inclui o Instituto de Medicina) mostra que entre as dívidas das empresas estão pelo menos R$ 2,5 milhões em ações indenizatórias, que incluem casos por erro médico. Os detalhes dos casos em que o hospital foi condenado são sigilosos, mas os valores, não.
O maior valor contabilizado no Plano de Recuperação do grupo se refere a uma paciente de Santa Catarina, que teria direito a R$ 203 mil em indenização do Instituto de Medicina. Outra paciente de São Paulo teve determinado pela Justiça uma indenização de R$ 202 mil do Hospital XV.
As ações indenizatórias são parte de um conjunto de dezenas de processos judiciais que resultaram em cobranças contra as empresas. Elas incluem também R$ 7,8 milhões em ações de execução fiscal movidas pelo Município de Curitiba contra o grupo, várias das quais aguardam a penhora de bens das empresas para cobrir os valores devidos.
Para a União, os hospital devem, em valores estipulados em 2019, quando o processo de Recuperação Judicial começou, R$ 16,4 milhões, incluindo dívidas junto ao INSS.
A lista de credores também inclui R$ 3 milhões devidos para o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Curitiba, R$ 1,4 milhão devido para a Copel Distribuição, R$ 256 mil para a Sanepar.
Inicialmente as dívidas do grupo estavam estimadas em R$ 23 milhões. A Justiça do Paraná declarou a falência do hospital depois que o grupo falhou em cumprir os acordos de equacionamento da dívida.