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AG7 pede direito de resposta em duas reportagens do Plural sobre AGE 360 e Edifício Mandala

AG7 enviou dois pedidos formais de direito de resposta, com base na Lei 13.188/2015, sobre reportagens do Plural a respeito do AGE 360 e do Edifício Mandala. O Plural publicou os textos na íntegra e sistematiza aqui o que a empresa afirma

AG7 pede direito de resposta em duas reportagens do Plural sobre AGE 360 e Edifício Mandala
AGE 360

O Plural recebeu, em 21 de setembro de 2026, dois pedidos formais de direito de resposta assinados pela Coordenação Jurídica da AG7, com base na Lei nº 13.188/2015. Os pedidos se referem a duas reportagens publicadas em setembro: uma sobre a cobrança de comissão de corretagem relativa ao terreno do Condomínio AGE 360, no Ecoville, e outra sobre problemas estruturais e processos judiciais no Edifício Mandala, no Água Verde.

Os textos de esclarecimento enviados pela empresa foram publicados, com destaque, no corpo das respectivas reportagens — como determina a lei. As matérias originais permanecem no ar. Este texto sistematiza, para quem já leu as reportagens, o que a AG7 contestou, o que a empresa esclareceu sobre pontos que a reportagem não afirmou, e os pontos em que a redação concluiu caber atualização editorial independente.

O que a BURJ AG7 contesta no caso do AGE 360

A reportagem "Corretor contra os Gulin: ação judicial revela como foi pago o terreno do AGE 360", publicada em 11 de setembro, descreve a ação de corretagem movida por Edison Josué Vicentini contra a BURJ AG7 Empreendimentos Imobiliários Ltda., em que o corretor cobrou comissão sobre uma operação que, no seu entender, havia sido paga com 25 unidades do empreendimento.

A BURJ AG7 contesta, no pedido de resposta, três pontos específicos da reportagem:

A empresa também apresenta esclarecimentos sobre pontos que a reportagem não chegou a afirmar. Argumenta, por exemplo, que Alfredo Gulin Neto não foi réu da ação de corretagem — a matéria tratava a BURJ AG7 como a empresa processada e já dizia, no corpo do texto, que Alfredo Gulin Neto "não é parte pessoalmente em nenhum dos dois processos aqui relatados". No mesmo sentido, a defesa pede que a reportagem contextualize a assinatura do acordo pelo advogado da empresa — tema que a reportagem apenas narrou, sem imputar irregularidade.

O que a Mandala AG7 contesta no caso do Edifício Mandala

A reportagem "Pesadelo de alto padrão: problemas em prédio dos Gulin e Irmãos Thá chegam à Justiça", publicada em 10 de setembro, trata de duas ações sobre o Edifício Mandala, no Água Verde: uma coletiva, movida pelo condomínio contra as empresas responsáveis pelo empreendimento (processo nº 0005193-06.2022.8.16.0001), e uma individual, movida por moradores de um apartamento (processo nº 0006591-85.2022.8.16.0001).

A Mandala AG7 SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. contesta dois pontos específicos:

Além disso, a Mandala AG7 apresenta esclarecimentos sobre pontos que a reportagem já afirmava ou já ressalvava expressamente:

A empresa ainda pede a retirada da passagem que menciona que a família Gulin "domina o transporte coletivo de Curitiba há décadas". A reportagem usa a referência para contextualizar quem controla a AG7 Partners, holding do grupo. A Mandala AG7 sustenta que as duas ações não envolvem transporte coletivo, concessões, contratos ou recursos públicos — informação que também é dada pela reportagem.

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Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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