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Curitiba tem biofábrica para produção de mosquitos que impedem transmissão da dengue

Biofábrica é a maior do mundo da empresa Wolbachia e faz com que o Brasil atinja capacidade de produção de 100 milhões de ovos de mosquito por semana

mão com luva azul segurando pode com larvas de mosquito
Mosquitos são infectados com bactéria que impede desenvolvimento do vírus do Aedes aegypti
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Curitiba é sede da maior biofábrica de Wolbachia do mundo. A biofábrica tem capacidade de produção de ovos de mosquito infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento do vírus dentro do Aedes aegypti e, portanto, limita a transmissão da dengue, zika e chikungunya, diminuindo a incidência da doença.

A unidade fica no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e tem 3,5 mil m² de área construída, além de equipamentos para automação e criação dos mosquitos com Wolbachia. Setenta pessoas trabalham no local.

A planta é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Wolbito do Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), e é fruto de um investimento superior a R$ 82 milhões.

Inauguração

Na última semana o ministro da saúde, Alexandre Padilha, esteve em Curitiba para acompanhar a abertura da biofábrica e destacou a capacidade de ampliar as ações de combate às arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.

De acordo com a pasta, com biofábrica de Curitiba, a produção no Brasil alcança 100 milhões de ovos por semana. O alcance, que antes era de cerca de 5 milhões de pessoas, saltará para 140 milhões em aproximadamente 40 municípios com as maiores incidências de dengue nos últimos anos.

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O método está em uso no Brasil há mais de dez anos e, desde 2023, teve seu uso ampliado pelo Ministério da Saúde. O método apresenta bom custo-benefício para o governo: para cada R$ 1 investido, o país economiza até R$ 500 em medicamentos, internações e tratamentos, segundo a pasta.

Como funciona

A Wolbachia é uma bactéria presente em 60% dos insetos e, quando injetada no Aedes aegypti, impedem o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika, chikungunya e outras arboviroses, reduzindo a transmissão dessas doenças.

Os mosquitos infectados com a Wolbachia se reproduzem com os mosquitos selvagens e a mistura resulta em novos indivíduos com menos capacidade de transmissão de doenças, até que não seja mais necessário soltar mosquitos de laboratório no ambiente.

Prevenção

Apesar da tecnologia, o ministério da saúde alerta: os cuidados com a prevenção devem continuar os mesmos. Há vacina contra a dengue distribuída para alguns públicos no Sistema Único de Saúde e, para 2026, mais de 60 milhões de doses devem ser produzidas pelo Butantan.

Ademais, é necessário evitar deixar água limpa parada, fechar caixas d’água, virar pires, e checar bebedouros de animais diariamente, mesmo no inverno. O uso de repelentes, sobretudo no verão, também pode ajudar na prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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