A escritora Giovana Madalosso tomou posse neste sábado (8) como integrante da Academia Paranaense de Letras. Eleita para a cadeira 24, ocupada anteriormente por Chloris Justen, a romancista foi recebida pela Academia numa cerimônia no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Autora de um volume de contos ("A Teta Racional") e de três romances ("Tudo Pode Ser Roubado", "Suíte Tóquio" e "Batida Só"), Giovana é formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná. Antes de se dedicar à literatura, trabalhou como redatora publicitária em algumas das maiores agências de São Paulo.
Além dos livros, também já assinou roteiros de séries e é colunista da Folha de S.Paulo. Foi também uma das criadoras do projeto Inumeráveis, que fez a biografia de milhares de vítimas da Covid-19 durante a pandemia, para não deixar que aquelas pessoas se transformassem em meros números.
Feminista, Giovana também foi uma das inventoras do projeto "Um Grande Dia para as Escritoras", que por meio de fotos em diversas cidades do país, que por vezes reuniram centenas de autoras, ajudou a mapear a literatura escrita por mulheres no Brasil e a dar visibilidade para sua força.
Hino multicultural
A cerimônia de posse de Giovana começou com uma execução muito particular, feita a duas vozes pela atriz Letícia Sabatella e por Jovina Kaingang, numa demonstração da preocupação por dar destaque não só à voz feminina, mas também aos povos originários.
Vídeo: Sandra Stroparo
O discurso de recepção foi feito pelo poeta Luiz Felipe Leprevost, que ressaltou a força das personagens de Giovana e sua origem em Santa Felicidade. O escritor, que é cronista do Plural, citou também depoimentos de toda a família de Giovana, todos presentes e visivelmente emocionados.
Os pais da escritora, os empresários Carlos e Neuza, donos de restaurantes, foram os responsáveis por colocar sobre os ombros da filha a pelerine da academia, e sua filha, Eva, colocou na mãe o colar e o pin que a identificam como "imortal".
Em seu discurso, Giovana falou sobre literatura, mulheres e também sobre política, especialmente sobre o perigo da "reascensão de governos fascistas"no mundo - momento de maior aplauso durante a fala.
A Academia Paranaense de Letras, fundada em 1936, tem 40 cadeiras e funciona nos moldes da Academia Brasileira de Letras, com discussões sobre a l;ingua, a literatura e a cultura locais.
Veja quem são os atuais integrantes da APL:
Cadeira 1 – Dante Mendonça
Cadeira 2 – Ernani Buchmann
Cadeira 3 – Clèmerson Merlin Clève
Cadeira 4 – João Almino
Cadeira 5 – Paulo Venturelli
Cadeira 6 – Oriovisto Guimarães
Cadeira 7 – Ney José de Freitas
Cadeira 8 – Rafael Valdomiro Greca de Macedo
Cadeira 9 – Regina de Barros Correia Casillo
Cadeira 10 – Flávio José Arns
Cadeira 11 – João Manuel Simões
Cadeira 12 – Ernani Costa Straube
Cadeira 13 – Rui Cavallin Pinto
Cadeira 14 – Guido Viaro
Cadeira 15 – Adélia Maria Woellner
Cadeira 16 – Paulo Sérgio da Graça Torres Pereira
Cadeira 17 – Luiz Felipe Leprevost
Cadeira 18 – Laurentino Gomes
Cadeira 19 – Fátima Ortiz
Cadeira 20 – Hélio de Freitas Puglielli
Cadeira 21 – Albino de Brito Freire
Cadeira 22 – Etel Frota
Cadeira 23 – Liana de Camargo Leão
Cadeira 24 – Giovana Madalosso
Cadeira 25 – Paulo Vítola
Cadeira 26 – Fernando Severo
Cadeira 27 – Marta Morais da Costa
Cadeira 28 – Nilson Monteiro
Cadeira 29 – Darci Piana
Cadeira 30 – Adherbal Fortes de Sá Jr.
Cadeira 31 – Roberto Gomes
Cadeira 32 – Luci Collin
Cadeira 33 – Roberto Muggiati
Cadeira 34 – Antônio Celso Mendes
Cadeira 35 – Ricardo Pasquini
Cadeira 36 – Marcio Renato dos Santos
Cadeira 37 – José Pio Martins
Cadeira 38 – Maria José Justino
Cadeira 39 – Cecília Vieira Helm
Cadeira 40 – Antônio Carlos Carneiro Neto