No restaurante dos faraós

Pitangas visitou a pirâmide mais antiga do mundo e um restaurante egípcio digno de grandes reis e rainhas

Estamos no Egito há praticamente uma semana. O suficiente para que o bordão “família Ruas” nos faça sentir de fato, pertencentes a uma grande família, a dos que gostam de viajar. E viajamos capitaneados por Rodrigo Ruas, o do programa “Ruas pelo Mundo”, do Modo Viagem, e sua bela Anne, a do programa “A vida é uma Passagem”, exibida no mesmo canal.
Pitangas está junto e, claro, de olho nas comidinhas desse lado do mundo.

Dentre tantas visitas que já fizemos e algumas que ainda vamos fazer, hoje fomos conhecer a pirâmide de Saqqara, a mais antiga do mundo. Segundo Ali, nosso guia egiptólogo, a pirâmide escalonada de Djoser foi construída por volta de 2630 a.C e foi a primeira a utilizar pedra para a construção. Seu arquiteto, Imhotep, é considerado o primeiro arquiteto reconhecido da história, que atuou durante o mandato do faraó Djoser, na dinastia III. Considerado o lugar mais importante do complexo funerário do faraó, a pirâmide escalonada mede 140 metros de comprimento, 118 metros de largura e 60metros de altura e foi construída com pequenos blocos calcários, num modo de construção similar ao do adobe. Sua importância está no fato de ter sido a origem da construção das Pirâmides de Gizé e do resto das pirâmides egípcias.

Nós a visitamos sob o sol escaldante do meio dia em plena primavera. Ouvimos no ônibus as explicações do Ali, para não derretermos de calor, e descemos para ver de perto a pedra polida que foi utilizada no portal que dá acesso à pirâmide. Em menos de uma hora, o grupo já estava reunido de novo, agora pronto para o almoço.

O restaurante escolhido fica a poucos metros da pirâmide, e oferece pratos da cozinha regional. Comida do campo, como explicou Ali. Comida para faraó.

A pirâmide mais antiga do mundo. Foto: Rosa MAria Dalla Costa

Logo na entrada, vemos uma tenda onde quatro ou cinco mulheres, vestidas de burca, preparam o pão servido junto com a comida. Uma delas amassa a pão, outra dá a forma de pequenos círculos e os dispõe sobre o tabuleiro, uma terceira o coloca no forno, outra o retira quando já está assado e os coloca sobre a vasilha que será levada às mesas lá dentro.

Chegamos perto e elas nos oferecem o pão recém-saído do forno à lenha. Bem ao lado, um grupo de egípcios cantam e tocam alguns instrumentos de percussão dando as boas vindas. É uma festa.

Entramos e procuramos as mesas para a grande família Ruas. Em cada uma delas, já nos espera, uma cesta de pão – aquele preparado pelas mulheres lá da entrada – patês e pequenos potes de legumes. Em seguida os garçons completam o menu com pequenos rolinhos, que parecem charutinhos de repolhos recheados com carne e arroz, falafel e arroz com aletria, aquele macarrãozinho bem fininho que conhecemos como cabelo de anjo. Os garçons trazem cumbucas com legumes ao molho e vamos provando um pouco de tudo para tentar identificar os temperos diferentes que contém.

Churrasco à egípcia. Foto: Rosa Maria Dalla Costa

Chegam então pequenos recipientes de latão, com carvão dentro, fumegando, e uma grelha onde estão diferentes tipos de carne, do franguinho à Kafta. Aquele cheiro de carne grelhada mais a fumaça das pequenas churrasqueiras invadem o ambiente, com mesas espalhadas entre os troncos de tamareiras, uma delas com a bandeira do Brasil. De sobremesa, banana e tâmaras. No final, cafezinho ou chá de menta.
Na saída, mais música para saldar os visitantes. As mulheres continuam lá preparando o seu pão e cantando à sua moda.

Não, o Ali não nos enganou quando disse que aquele era o restaurante onde comiam os faraós, que viveram no tempo em que os restaurantes nem existiam. Mas se existissem, seriam certamente muito apreciados por Djoser, que acompanhava pessoal e diariamente o passo a passo da construção da pirâmide escalonada. Deu no que deu: a pirâmide e o restaurante recebem diariamente milhares de turistas vindo de todas as partes do mundo.

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