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Coletivo de Mulheres engenheiras leva pautas femininas para movimento sindical

Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná movimenta mulheres para discutir rumos da profissão

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Ágatha Branco, vice-presidente do Senge, fala sobre o coletivo de mulheres. Foto: Aline Reis/Plural.

Esta matéria integra série especial sobre coletivos femininos que o Plural publicará ao longo do Mês da Mulher

Dados do Conselho Regional de Engenharia do Paraná (CREA-PR) apontam que 16% dos profissionais registrados são do sexo feminino no Estado. O percentual dialoga com dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), divulgados em 2021, que apontam que apenas 28% dos graduados em engenharia são mulheres.

No Estado, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) tem um Coletivo de Mulheres para discutir questões que envolvem as trabalhadoras da categoria. Entre os projetos estão: comunicação, reconhecimento profissional, atenção para a saúde e políticas de acolhimento das mulheres nas engenharias, área predominantemente masculina. 

Todas as mulheres engenheiras que são sindicalizadas podem integrar o Coletivo. “Inclusive muitas mulheres entram para o sindicato depois de conhecer as ações feitas pelo Coletivo”, explica a vice-presidente do Senge, Ágatha Branco, que também integra o grupo. 

Dar voz

O Coletivo, segundo o Senge, nasceu para ser um espaço de visibilidade e discussão das pautas  de igualdade entre homens e mulheres e valorizar o protagonismo delas na profissão. 

Para dar voz às mulheres de diversas engenharias, existe um podcast chamado “Fala, Engenheira”, no qual profissionais são entrevistadas e falam de suas vivências como trabalhadoras e dos atravessamentos como maternidade, gênero, machismo etc. 

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A organização das mulheres no Senge, conforme Ágatha, fez também que houvesse uma mudança comportamental dos homens que integram o sindicato. O Coletivo passou a ser consultado para diversas ações e as demandas apresentadas pelas mulheres têm mais força com a organização. 

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Coletivo de Mulheres do Senge participa de evento do Fisenge. Foto: divulgação/Senge

Atualmente a diretoria do Senge tem 20% de diretoras, uma delas é a engenheira civil pela engenheira civil Edilene Andreiu, que coordena o Coletivo. Ao levar as mulheres para espaços de discussão e liderança, o Coletivo promove igualdade de gênero e fornece rede de apoio para troca de experiências entre as engenheiras.

“Também temos formação e capacitação para as mulheres, então é um trabalho de organização para colocar assuntos em pauta que são importantes: mulheres negras, mães, saúde. É um ambiente auspicioso para as engenheiras”, defende Ágatha. 

Como participar 

Mulheres graduadas em quaisquer engenharias e estudantes podem participar do Coletivo. No entanto, é necessário ser sindicalizada, e além das ações do Coletivo, a sindicalização também garante acesso às outras atividades do Senge. 

Para mais informações, basta acessar o site do sindicato

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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