Pular para o conteúdo

Baleia encalha na Ilha do Mel e é resgatada para tratamento

Cachalote-anão mede pouco mais de dois metros e chama atenção pelo seu delicado estado de saúde

Baleia encalha na Ilha do Mel e é resgatada para tratamento
Baleia encontrada na Ilha do Mel é um cachalote-anão. Foto: Divulgação
Publicado:

Uma baleia da espécie cachalote-anão foi encontrada nesta terça-feira (24) encalhada na parte oeste da Ilha do Mel, na Baía de Paranaguá, no Litoral do Paraná. O animal foi avistado por populares, que acionaram as equipes do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Paraná.

A equipe constatou que a baleia estava viva e realizou os primeiros atendimentos. O primeiro objetivo foi estabilizar os sinais vitais do cachalote e prepará-lo para o transporte até o Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD/UFPR), localizado no Centro de Estudos do Mar (CEM-UFPR), em Pontal do Paraná.

Baleia é uma fêmea

Durante as avaliações técnicas e outros cuidados com o animal, profissionais do CEM-UFPR identificaram que se tratava de uma fêmea juvenil da espécie Kogia sima, conhecida popularmente como cachalote-anão. A nova hóspede do Centro de Estudos do Mar está em processo de estabilização pois foi encontrada com diversas escoriações pelo corpo e marcas de mordidas de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis).

A baleia mede aproximadamente 2,10 metros, e chama atenção não apenas pelo seu tamanho, mas também pelo seu delicado estado de saúde. Apesar de todos os recursos e tratamentos, o mamífero continua sendo monitorado por uma equipe técnica especializada dia e noite.

De acordo com o médico veterinário Felipe Fukumori, o quadro clínico ainda exige atenção constante. “Estamos realizando todos os procedimentos necessários para estabilizar o animal, com suporte intensivo e monitoramento contínuo. As próximas horas são fundamentais para avaliar a resposta aos tratamentos iniciais”, destaca.

Visita rara

O caso é considerado raro, já que o cachalote-anão costuma habitar águas oceânicas distantes da costa. A gerente operacional do PMP-BS/LEC-UFPR, Liana Rosa, destaca que ocorrências como essa são importantes para ampliar o conhecimento sobre a espécie, que ainda é pouco estudada no Brasil. “Cada ocorrência representa uma oportunidade importante de coleta de dados e compreensão sobre a biologia e as ameaças enfrentadas pelas espécies marinhas”, afirma Liana Rosa. O animal continua sob cuidados da equipe do LEC-UFPR no CReD-UFPR.

Andresa Costa

Andresa Costa

Jornalista por formação, especialista em Comunicação Audiovisual - Cinema e Televisão. Já trabalhei como repórter em jornal impresso, rádio e TV aberta

Todos os artigos

Mais em Matinhos: cidade e litoral

Ver todos

Mais de Andresa Costa

Ver todos

De nossos parceiros