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Washington Post tem novo lema na Era Trump: "Narrativa fascinante para toda a América"

Jornal irá manter o slogan "A Democracia Morre na Escuridão", mas anunciou que o novo slogan capta a essência de seu jornalismo e negócio

Washington Post tem novo lema na Era Trump: "Narrativa fascinante para toda a América"
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O jornal Washington Post (WP), um dos principais veículos jornalísticos dos Estados Unidos, anunciou um novo lema a dias da posse do presidente eleito, Donald J. Trump: "Narrativa fascinante para toda a América". O lema anterior, em vigor desde 2017, era "A Democracia Morre na Escuridão", que será mantido na capa do jornal. Segundo informações do New York Times, o WP espera com o novo slogan capturar a essência de seu jornalismo e negócio.

Jeff Bezos, fundador da gigante Amazon, comprou o Washington Post em 2013, salvando o veículo de uma grave crise financeira. Durante a eleição presidencial de 2024, o veículo deixou de declarar apoio a um candidato presidencial pela primeira vez em 36 anos. Outros jornais do primeiro time da mídia americana, coo o New York Times, fizeram questão de apoiar a democrata Kama Harris, ressaltando os riscos de uma segunda Presidência Trump para os EUA.

Nas últimas semanas diversos jornalistas importantes da publicação pediram demissão. Cerca de 400 profissionais da publicação assinaram uma carta endereçada a Bezos afirmando estarem "assustados" com recentes decisões da liderança do jornal e com o futuro de seu jornalismo.

O Washington Post é o principal jornal da capital americana e um dos mais importantes do país. Foi o jornal responsável pelas reportagens do escândalo Watergate, durante a presidência de Richard Nixon, e pela publicação dos Pentagon Papers, documentos que detalhavam a atuação americana na Guerra do Vietnã.

Bezos tem sido mais um dos megaempresários de comunicação a se aproximar do trumpismo. Nos últimos dias, veio a público a informação de que ele doaria US$ 1 milhão para a cerimônia de posse do novo presidente, marcada para a próxima segunda-feira (20).

Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), foi o primeiro gigante das comunicações a aderir ao trumpismo às vésperas do novo mandato, e terá inclusive um cargo no governo. Na semana passada, foi Mark Zuckerberg, proprietário da Meta (dona de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads) quem anunciou uma nova política de "liberdade de expressão" em suas redes sociais, aderindo ao espírito do trumpismo,

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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