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“Um Rio Lerner teria salvo o país”, diz Caetano Veloso

Via Facebook, o músico lamentou o falecimento do amigo e relembrou seu desejo de ser prefeito do Rio de Janeiro

“Um Rio Lerner teria salvo o país”, diz Caetano Veloso
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Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de Curitiba, Jaime Lerner recebeu um convite do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, para se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ele transferiu o título de eleitor para terras cariocas e dizem que quase tentou um cargo no Executivo por lá, mas a ideia não foi levada a cabo. Quem relembrou esse episódio, hoje, foi o cantor Caetano Veloso.

“Lerner tinha um desejo que, muito infelizmente, não se cumpriu: tornar-se prefeito do Rio para fazer de suas criações algo de repercussão nacional imediata”, disse o artista, que era amigo do político. “A meu ver, teria salvado o Rio. A política errada que cresceu aqui depois teria sido cortada na raiz se os trabalhos estéticos e sábios do querido curitibano tivessem se realizado.”

Lerner não foi prefeito do Rio, mas atuou como coordenador estadual de transporte e assessor para questões metropolitanas da cidade. Na época, chegou a apresentar um plano de reorganização dos transportes urbanos da capital carioca, que nunca foi implementado - para a insatisfação de Caetano. “Salvador, São Luís, João Pessoa, tantas cidades devem tanto à disseminação lenta do que ele fez em Curitiba, que acho que um Rio Lerner teria salvo o país de uma vez”, opinou o baiano.

Despedida

Jaime Lerner morreu em maio, no Hospital Evangélico Mackenzie, vítima de uma infecção renal. O Plural resgatou sua trajetória como arquiteto de Curitiba em um obituário escrito por Franco Iacomini

Na ocasião, Caetano Veloso não se manifestou sobre o falecimento do amigo, mas agora lamentou sua partida e rememorou momentos que viveram juntos. “Rodei por Curitiba ao lado dele, em seu fusca, quando suas intervenções geniais na cidade (metrô de superfície, calçadão, rua 24 horas, Ópera de Arame, restauração do Largo da Ordem) eram coisa nova”, escreveu. “Eu o admirava e adorava.”

Jess Carvalho

Jess Carvalho

Jornalista investigativa com foco na defesa dos direitos humanos. É formada em Jornalismo pela Universidade Positivo e mestre em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

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