Era uma vez euzinha passando minhas compras gordinhas de final de semana no caixa do supermercado aqui perto de casa.
Eis que um menininho de uns 3 anos, coisa mais linda da vida, aparece próximo ao caixa, puxa a camiseta de um funcionário do mercado e diz “moço, perdi meu pai”.
(Obs: nada de “AI QUE HORROR QUE PAI PÉSSIMO, CADÊ A MÃE DO MENINO? CADÊ O CONSELHO TUTELAR? CADÊ A CARROCINHA????”. Tudo isso aconteceu muito rápido. O piá deve ter soltado da mão do pai enquanto ele pegava algo e com o mercado cheio de gente, PUF!, o pai sumiu).
Voltando… o funcionário do mercado começou a acalmar o menino. Disse pra ele ficar ali que o pai já chegaria e tudo mais. E eu ali, passando os bacon no caixa.
Aí os funcionários do mercado (vários vieram ajudar) começaram a fazer perguntas pro menino.
– Onde vocês estavam?
– O que vocês estavam comprando? (pra saber qual corredor procurar)
– Faz tempo que você perdeu seu pai?
– Como ele é?
E é aqui que eu quero que vocês prestem atenção.
A resposta pra essa última pergunta foi a seguinte: “ele é grande, forte e cabeludo”.
Ok… todo mundo procurando um cara grande forte e cabeludo!
Cadê você cara grande forte e cabeludo?
Quase que imediatamente apareceu um senhor de uns bons 50 anos, baixinho, barrigudo e (JURO POR DEUS) com umas baitas entradas no cabelo.
Ele todo atordoado, quase chorando e chamando desesperado pelo filho.
Sim.
Era o pai grande, forte e cabeludo.
Final feliz.
Hora da mensagem fofa pós historinha pra vocês refletirem sobre a vida, o universo e tudo mais:
Papais, quando vocês se sentirem tristes, desmotivados ou com medo, lembrem-se que existe um serzinho (ou mais de um) que acredita do fundo do coração que você é o cara mais grande, forte e cabeludo do mundo!
Faça por merecer esse título.
(E nem precisa pôr peruca).
Feliz Dia dos Pais.