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Terceirizados do Governo do Paraná fazem paralisação por atraso no pagamento do vale-alimentação

Secretaria de Adminsitração e da Previdência afirmou que não houve atrasos no repasse para a empresa Produserv, que contrata os funcionários

Terceirizados do Governo do Paraná fazem paralisação por atraso no pagamento do vale-alimentação
Empresa tem terceirizados em vários órgãos do Governo e há atrasos recorrentes nos pagamentos | Foto: divulgação

Funcionários da empresa Produserv, que tem sede no Água Verde, em Curitiba, estão com o pagamento do vale-alimentação atrasado neste mês. Eles são terceirizados que atendem a diversas secretarias do Governo do Paraná e relatam também atrasos frequentes no pagamento dos salários.

A empresa tem diversos contratos com o Governo do Estado, segundo dados do Portal da Transparência. O total de contratos com diversos órgãos chega a R$ 30.672.573,82, em 32 documentos.

Os maiores são com o Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen), de R$ 8.736.829,20 e R$ 6.374.622,60; Casa Civil R$ 6.957.085,20; Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), R$ 1.624.710,96 e Universidade Estadual de Maringá (UEM) com R$ 1.266.215,52 e R$ 879.458,28.

Apesar dos valores altos, os funcionários que trabalham na empresa não têm salários robustos. Alguns ganham menos de R$ 2 mil mensais, e, ainda assim, relatam atrasos recorrentes nos vencimentos.

Uma das trabalhadoras está há um ano e meio na empresa e trabalha como administrativo em uma das secretarias do Governo do Paraná. Para evitar represálias, o nome da pasta não será detalhado. Neste mês ela e os colegas receberam R$ 300 de vale-alimentação, mas o valor correto, acertado em contrato com a empresa Produserv, é R$ 900. Os trabalhadores não sabem quando será pago o restante, que já está com mais de um mês de atraso.

Atualmente, muitos dos trabalhadores não estão comparecendo aos locais onde são lotados – porque não receberam ou porque não têm dinheiro para se deslocar. Segundo o grupo que representa os funcionários, há revezamento para registrar o cartão-ponto e assim evitar punições, mas parte das atividades já está prejudicada.

Outro trabalhador relatou que a chefia da empresa está ameaçando funcionários que não estão indo trabalhar. “É ume perseguição mesmo, eu estou com medo, mas como a gente pode ir trabalhar sem receber? Meu trabalho é bom, eu sou um bom funcionário e o combinado não sai caro. Tenho certeza que o Governo já repassou esse dinheiro”, disse um funcionário ao Plural.

Os trabalhadores também consultaram os depósitos de FGTS e notaram que o fundo não está sendo depositado. Outra trabalhadora saiu de férias, mas não recebeu o pagamento antes.

Paralisação

Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e de Entrega de Avisos (Sineepres) desde terça-feira (30) os trabalhadores estão em paralisação para cobrarem seus direitos.

A mobilização vai “até que a empresa honre seus compromissos”, segundo comunicado emitido pelo Sindicato.

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No fim da tarde de terça, foram feitos pagamentos parciais a alguns trabalhadores, mas ainda com valores incorretos.

O combinado era que no dia 26 de junho os trabalhadores recebessem R$ 900, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mas isso não aconteceu. No início desta semana, a empresa lamentou o atraso em um comunicado interno e disse que a situação seria resolvida, algo que também não aconteceu.

O Plural procurou a Produserv por e-mail para responder o porquê dos atrasos nos pagamentos dos trabalhadores, porém não obteve retorno. Se isso ocorrer, o texto será atualizado.

Já a Secretaria da Administração e da Previdência (Seap) do Governo do Paraná afirmou que não há atrasos sobre os pagamentos dos órgãos do Estado À Produserv. “Todos os fornecedores recebem em dia. Ainda assim, a Seap determinou um exame detalhado nos contratos da empresa com as secretarias. A pasta também já instaurou um processo administrativo de responsabilidade contra a Produserv Serviços Ltda., além de adotar outras medidas cabíveis”, disse em nota a Administração.

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Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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